A vida de Zaid mudou radicalmente após sua conversão
Fonte: Portas Abertas Brasil

Foi só no dia de seu batismo que Zaid viu um cristão pela primeira vez (foto representativa)
Zaid (pseudônimo), um jovem do Iêmen, foi agredido e expulso da casa de seus pais após se converter ao cristianismo. Ele cresceu em um lar muçulmano conservador. As orações diárias eram um dever. Zaid tinha 16 anos quando suas dúvidas sobre a fé começaram.
Ele percebeu que não tinha garantias de uma boa vida após a morte, e esse pensamento o assombrava. Mesmo assim, Zaid se tornou ateu. O jovem sabia que a verdade estava em algum lugar, e ele queria e precisava encontrá-la. “Eu estava usando redes sociais para pesquisar e debater”, ele diz.
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Após seis meses de pesquisas e debates online, o vazio aumentava. “Eu me sentia sozinho. Não havia ninguém com quem eu pudesse conversar, ninguém para compartilhar meus desafios.” Zaid não podia contar à família sobre seus pensamentos sobre a fé.
A conversão de Zaid
“Eu lia sobre o cristianismo para aprender como vencer debates contra os cristãos. No entanto, quando eu percebia que não conseguia vencer, eu os amaldiçoava para ver a reação deles. O que me atraía neles era o amor. Eles demonstravam amor e nunca me amaldiçoavam de volta”, lembra o jovem.
“Lentamente, comecei a ouvir para entender, e não para debater. A ideia de que Deus nos ama, de que ele nos criou à sua imagem e de que enviou seu filho para morrer por nós eram pensamentos e verdades completamente novos para mim.”
Zaid queria muito aprender mais sobre Jesus e começou a ler a Bíblia em um aplicativo. “Por um ano e meio, percorri uma jornada de discipulado e cresci na fé em Jesus”, conta o jovem.
Um batismo arriscado
Enquanto era discipulado, Zaid decidiu que queria ser batizado. “Alaa, o cristão que me discipulava online, disse que organizaria tudo. Ele enviaria um irmão que morava perto de onde eu estava e ele poderia me batizar se eu estivesse certo sobre minha decisão. Claro que eu estava! Eu queria obedecer!”
O batismo de Zaid foi arriscado. Se ele ou o homem que o encontrou fossem pegos, poderiam ser presos ou até mortos. Mas Zaid sabia que seu compromisso com Jesus era maior do que qualquer perigo.
“Eu encontrei o homem em uma rua. Apertei sua mão, e caminhamos juntos até uma piscina pública. Era um dia movimentado e a piscina estava cheia de gente. Descemos as escadas até um canto da piscina. O homem me fez duas perguntas simples sobre minha fé, depois me batizou, mergulhando e tirando da água, e fomos embora imediatamente. Não o vi depois disso. Aquela foi a primeira vez que conheci um cristão pessoalmente no Iêmen.”
Depois daquele dia, Zaid continuou seu estudo das Escrituras, apoiando-se no Espírito Santo para guiá-lo e amadurecer sua fé. “Infelizmente, uma realidade comum entre os jovens no meu país é que, quando encontram Cristo, decidem deixar o Iêmen para viver sua fé livremente. Eu os entendo! No entanto, eu não quis e não quero isso. Quero ficar e servir ao meu povo.”
Com a ajuda de parceiros locais da Portas Abertas, Zaid está iniciando uma casa de discipulado local onde novos cristãos podem se reunir, viver juntos e ser discipulados dia após dia. Sua visão é oferecer um lugar seguro com estudos bíblicos diários para capacitar cristãos a liderar igrejas domésticas em todo o país.
“Honestamente, como uma pessoa comum, eu tenho medo, sim. Mas se não corrermos riscos, não conseguiremos alcançar nossas comunidades. Até os discípulos arriscaram muito; enfrentaram perseguição, foram mortos, espancados e vigiados, mas por causa de seus sacrifícios, a palavra de Deus chegou até nós. Um dia, a polícia pode me levar, ou alguém pode me matar, mas Deus estará comigo”, diz Zaid.
Sua doação permite que a Portas Abertas ajude muitos outros cristãos perseguidos como Zaid. Com sua ajuda, nós oferecemos ajuda emergencial àqueles que mais precisam. Contribua e seja resposta de oração!
A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.

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