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domingo, 28 de março de 2010

O cego Bartimeu um exemplo de Fé.

...Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho. E, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! (Marcos 10.46-47).

Muitas vezes, Jesus Cristo passa pela vida das pessoas, mas estas, por se acharem envolvidas com seus próprios problemas e interesses pessoais, sequer percebem a presença do Salvador.

O cego Bartimeu, embora sentado à beira do caminho, com suas enfermidades espirituais e emocionais (por ser discriminado socialmente na comunidade judaica, face à sua condição de deficiente visual), ao sentir a presença de Jesus não desprezou aquela oportunidade (parte indisponível do sucesso), perseverou e, para alcançar seu objetivo, precisou vencer os obstáculos internos (medo, complexo, pessimismo e conformismo) e externos (forças espirituais que lutam para impedir a vitória e pessoas que não querem nosso triunfo -Mc 10.48).

Para se tornar um campeão, é preciso superar os obstáculos. Deus não se importou como estava aquele homem. Jesus queria curá-lo de forma integral: corpo, alma e espírito. Assim, após testar a fé e perseverança de Bartimeu, diz a Escritura Sagrada que Jesus parou e mandou chamá-lo (Mc 10.49). Jesus viu a imagem de Deus naquele homem e se importou com aquela vida. Bartimeu por sua vez, lançou de si a capa (para atrairmos a atenção de Deus precisamos tirar nossa capa da dúvida, da incredulidade, do pecado, da hipocrisia, da mentira e da desonestidade).

Jesus perguntou ao cego: "Que queres que eu te faça?" (Mc 10.51). Que maravilhosa terapia psicanalítica estava Jesus pondo em movimento com aquele cego. Quando fazia uma pergunta antes de curar uma pessoa enferma, era com a intenção de operar o milagre por completo, ou seja, não estava curando somente o corpo físico, mas, também, a alma e o espírito. Querer ser curado é o 1º passo que se deve dar para a solução do problema. Muitos precisam, mas não querem. Deus não empurra a porta do teu coração, Ele diz que está à porta e bate, se alguém ouvir sua voz e abrir a porta, Ele entrará em sua casa (alma) e ceiará contigo e tu com Ele (Apocalipse 3.20). Por isso, não basta precisar, é necessário querer. Muitos precisam mas não querem ser curados da cegueira espiritual, porque isso implicará mudanças e responsabilidades.

O cego Bartimeu quis a cura e, por isso, Jesus operou o milagre espiritual: curou seu espírito (assegurando-lhe salvação); sua alma (ganhou senso de valor próprio); seu corpo (passou a enxergar). Deixou de ser o lixo da cidade e ganhou um ideal para viver.

Há muitas pessoas nos dias atuais com uma vida pessimista, oprimidas por cargas de anos. A causa disso é porque são completamente escravas do materialismo, só olham para as coisas terrenas, para aquilo que se pode apalpar. A Bíblia nos ensina que para vencermos o materialismo com otimismo é preciso que creiamos na realidade espiritual. Transcendermos as coisas deste mundo. Reconhecer a presença de Jesus e envolver-se com Ele, confessando o seu senhorio (Rm 10.9,10).

Richard Bube desabafou: o homem não pode servir a si mesmo e a Deus. A corrupção da natureza humana produz uma vontade própria que volta o homem contra Deus e glorifica a capacidade humana no lugar da graça de Deus. Orgulho e egoísmo são características da natureza humana, que exige ter todas as coisas feitas a seu modo.

O 1º passo para servirmos a Deus da maneira como Ele gostaria que o fizéssemos requer que constantemente abandonemos as exigências do eu e entreguemos nossos desejos ao Senhor. Agostinho, Bispo de Hipona, asseverou: quando Cristo entra no coração humano, todo pecado tem de ser expurgado de dentro dele. Nunca devemos esquecer que, o propósito básico da criação do homem, foi justamente para glorificação do Senhor nosso Deus! Este não divide sua glória com homens. (Is 42.8)

Autoria do Pr. José F. de Oliveira Filho