segunda-feira, 6 de julho de 2026

Será que minha vida ainda tem jeito?

Quando tudo parece estar perdido, muita gente culpa o destino, o passado, a falta de sorte, as pessoas... Mas será que essa ideia é verdadeira?


Talvez você nunca tenha dito essas frases ao lado em voz alta, mas elas podem estar ecoando dentro de você há muito tempo.

Quem olha para um casamento destruído pode pensar que não existe mais reconstrução. Quem vê um filho envolvido com vícios ou crimes pode carregar um sentimento profundo de fracasso. Há quem esteja sufocado por dívidas, preso a traumas ou esmagado por culpas que parecem impossíveis de superar.

Também existe quem cresceu em um ambiente de brigas e passou a acreditar que nunca conseguirá construir uma família diferente. Há ainda quem carregue palavras negativas que ouviu ao longo da vida e elas ficaram marcadas como registros difíceis de apagar.

O fato é que, quando os problemas se acumulam, é fácil acreditar que o futuro já foi decidido, como se existisse uma sentença invisível decretando que nada poderá mudar.



Mas será mesmo que uma história precisa terminar assim?

Destino traçado?

Muitas pessoas acreditam que a vida segue um roteiro imutável. Alguns chamam isso de destino. Outros atribuem seus problemas à sorte, às circunstâncias ou às atitudes dos outros. De certa forma, é menos doloroso imaginar que tudo está determinado do que encarar o peso das nossas escolhas.

Sem dúvida, existem situações que ninguém escolhe. Há dores que chegam sem aviso, perdas que não estavam nos planos e injustiças que não dependem da nossa vontade. Mas a Bíblia mostra que Deus não criou o ser humano para ser escravo de um destino inevitável. Pelo contrário, Ele deu a cada um a capacidade de escolher.

E uma escolha pode mudar tudo. Foi o que aconteceu com Rodrigo Bahiense, de 37 anos, cuja história você lê a seguir.

Seduzido pelo crime

Frequentei a Igreja Universal com minha mãe até os 16 anos, mas me afastei. Influenciado por amigos, comecei a usar maconha, pichar muros e frequentar bailes funk.

A ostentação exibida pelo tráfico despertou em mim o desejo de viver daquela forma. Passei a me envolver com pessoas ligadas ao crime e participei do meu primeiro assalto, o que me trouxe aceitação entre os traficantes.

Tornei-me também traficante e participei de conflitos entre facções. Troquei tiros com rivais e policiais e quase perdi a vida.

Fui preso várias vezes. Em uma dessas prisões, permaneci quase dois anos encarcerado. Quando saí da prisão, conheci o crack.

Da conquista para a destruição

O vício me levou a vender e penhorar tudo o que possuía para sustentar o consumo de drogas. Acabei vivendo praticamente em situação de rua, ao longo das linhas do trem, ao lado de outros usuários. Meu estado físico se deteriorou tanto que passei a ser conhecido pelo apelido de “Costelinha”.

Enquanto destruía a minha própria vida, também fazia minha família sofrer. Minha mãe vivia chorando, meu casamento era marcado por constantes discussões e meus filhos passavam por dificuldades, pois todo o dinheiro que eu conseguia era gasto com drogas.

No limite do desespero

Após uma discussão com minha esposa, usei uma quantidade excessiva de drogas e tive alucinações. Convencido de que não havia mais solução para mim, decidi tirar a minha vida.

Já sem conseguir respirar, pendurado por uma corda, vi minha filha, então com 3 anos, entrar no cômodo onde eu estava. Assustada, ela começou a chorar. Pouco depois, minha esposa ouviu o choro, correu até o local e conseguiu me salvar. Naquele momento, abracei minha filha e lhe pedi perdão.

No dia seguinte, pedi à minha mãe que me internasse em uma clínica de recuperação. Mas ela respondeu: “Não vou te internar. Quem vai mudar a sua vida é Jesus”. Aquela frase ficou gravada na minha mente.

A reposta

Naquela mesma noite, voltei a usar drogas, mas não conseguia parar de pensar nas palavras da minha mãe. Ao amanhecer, fui até a Igreja.

Quando cheguei, a vi subindo ao Altar para entregar o voto da Fogueira Santa que ela havia feito por mim. Havia mais de duas décadas que ela perseverava em oração pela minha transformação. Ao me ver sentado na Igreja, ela chorou ao ver que Deus estava lhe respondendo.

Naquela reunião, abri o coração para Deus. Disse que, se Ele mudasse a minha vida, eu me entregaria totalmente a Ele. A resposta foi imediata. Recobrei a lucidez e consegui participar da reunião até o fim. Ao sair da Igreja, percebi que algo havia mudado dentro de mim.

A vida que nasceu depois da entrega

No dia seguinte, me batizei nas águas. Era a última semana da Fogueira Santa e me entreguei totalmente a Deus. Abandonei as drogas, o crime e tudo o que me afastava d’Ele.
Sete dias depois, no domingo, pedi o Espírito Santo. Ali, Ele transformou o meu ser.
Hoje, sou um homem de bem e tenho paz e alegria. Minha esposa também passou a servir a Deus, e juntos temos um lar abençoado. Agora, vivo para testemunhar o que Deus fez em minha vida.

E se uma escolha fosse capaz de mudar o rumo da sua vida em 7 dias?

O poder de uma decisão

Muitos confundem passado com sentença, mas uma coisa não é igual a outra. O passado influencia o presente, erros deixam marcas e decisões equivocadas trazem consequências. Mas nada disso significa, necessariamente, que a história acabou. Toda transformação começa quando alguém decide mudar de direção, como aconteceu na história que você leu anteriormente.
Você não consegue alterar o que aconteceu ontem. Mas pode decidir, hoje, o que fará daqui para frente.

Tudo está perdido?


O profeta Joel apresenta exatamente esse cenário. O povo havia sofrido grandes perdas, e as consequências eram reais. Não dava para fingir que nada havia acontecido nem maquiar a gravidade da situação.

Contudo, Deus não tratou aquela situação como o capítulo final da história. Mesmo diante de um cenário devastador, Deus não disse ao povo que o futuro estava definitivamente comprometido. Pelo contrário, mostrou que as consequências eram graves, mas que não precisavam ser permanentes. Por isso, declarou:

“Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Joel 2:12-13).

Neste trecho, há duas expressões que chamam atenção:
A primeira é: “Ainda assim”. Ou seja, apesar dos erros, das quedas, das perdas, de tudo o que aconteceu, Deus ainda oferece uma oportunidade.

A segunda é: “Agora mesmo”. A mudança não deve ser adiada; é agora. Assim que a pessoa se volta para Deus, encontra os braços abertos de um Pai que estava esperando para agir rapidamente em seu favor.

É como se Deus dissesse: “A sua história ainda não acabou.”

Você quer ter uma transformação completa?


Deus está pronto para mudar sua história, independentemente do passado. O caminho para uma nova vida passa por 3 etapas:


1. O arrependimento

“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração…” (Joel 2:12)

Arrependimento não é sentir remorso. É abandonar a direção errada e voltar-se para Deus com sinceridade.
Não importa o que aconteceu até aqui, o quão distante você tenha ido ou quão impossível a situação pareça. Quando existe arrependimento sincero, existe a chance de um recomeço.

2. O derramamento


“E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne…” (Joel 2:28)

Ninguém consegue sustentar uma nova vida apenas pela força de vontade. É necessário ter o Espírito Santo. Então, depois do esvaziamento dos erros, vem o preenchimento com a presença de Deus. Ele não apenas perdoa, mas fortalece. Não apenas apaga o passado, mas capacita a pessoa para viver um novo futuro.

3. O livramento


“E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento (…)” (Joel 2:32).

Os milagres fazem parte da ação de Deus na vida daqueles que confiam n’Ele. Isso inclui Seu livramento nas aflições, nas lutas e nas situações mais difíceis.

Afinal, a sua vida tem jeito?


Voltemos à pergunta do início. E a resposta da Bíblia é: Sim, tem jeito, e essa mudança pode começar hoje.

Talvez, neste momento, tudo o que você ainda consiga enxergar sejam os erros que cometeu, as oportunidades que perdeu ou as consequências que está enfrentando. Pode ser que as pessoas tenham desistido de você, ou até que você mesmo tenha desistido de si.

Mas, como vimos, a mensagem de Joel mostra que, se não houvesse esperança, Deus não teria dito: “Ainda assim, agora mesmo…”

Deus não faz de conta que os erros não existiram. As consequências podem ser dolorosas. Mas, enquanto há vida, existe a possibilidade de escolher um novo caminho e construir uma história diferente.

A Fogueira Santa no Monte Sião é a oportunidade para você mudar o seu futuro. Assim como aconteceu nos dias de Joel, Deus continua chamando para transformar também a sua vida.

Caminhada da Fé rumo ao Monte Sião


Acompanhe, de segunda a sexta-feira, as orações para fortalecer a sua fé. As transmissões acontecem às 22h30 pelos canais TV Templo (canal 10.1 na Grande São Paulo), Rede CNT, Canal 21, UNIVER Vídeo, Rede Aleluia e pelas redes sociais da Universal (YouTube e Facebook).

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Colaborador
Redação / Colaborou: Camila Dantas / Arte: sobre fotos geradas por IA / Arquivo pessoal e cedida

Vale a pena ser bom em um mundo de maldades?

O que a Bíblia nos diz sobre o assunto?


Uma das histórias mais inacreditáveis e comentadas das últimas semanas teve como cenário a cidade de Joinville, em Santa Catarina. O caso surpreendeu o País pelo absurdo: uma mulher de 37 anos conseguiu se passar por uma criança de apenas 12. Usando um jeito infantilizado e uma aparência que buscava esconder sua verdadeira idade, ela convenceu uma família de que era uma menor em situação de vulnerabilidade.

Durante 14 meses, recebeu o acolhimento de um lar. Ela se aproximou da família por meio de uma história muito triste que, na verdade, fazia parte de um golpe. Dizia que havia sido obrigada a tomar hormônios e a se prostituir. O enredo, digno de um filme, chegou ao fim quando uma parente decidiu pesquisar na internet e encontrou histórias semelhantes à que a família estava vivendo. Ao final, a Polícia Civil indiciou a golpista pelos crimes de estelionato e falsa identidade.


Quando se é tapeado

Diante de um caso tão bizarro, a reação imediata de grande parte da opinião pública foi de indignação contra quem engana. Nas redes sociais e nas conversas do dia a dia, a impressão era unânime: “Não dá mais para confiar em ninguém”, “o mundo está perdido”, “quem ajuda acaba se dando mal”. É natural que casos como esse levem alguém a ficar na defensiva para se proteger. No entanto, focar apenas no engano praticado pela golpista é perder a lição mais profunda que esse episódio pode nos ensinar.

A verdade é que esse caso não revela apenas a decadência moral de quem engana. Ele também lança luz sobre a qualidade do caráter de quem ajuda. A criminosa revelou sua essência ao arquitetar uma fraude tão cruel. A família, por sua vez, revelou sua bondade ao acolher quem aparentava precisar de ajuda. Desse modo, é importante compreender: o erro esteve exclusivamente na fraude da golpista, e não na compaixão da família. O caráter das pessoas que ajudaram permanece intacto, porque o ato de estender a mão diz muito mais sobre o interior de quem pratica o bem do que sobre o merecimento de quem o recebe.

O que fazer com essa informação?

Viver em um mundo cheio de maldades faz com que muitas pessoas se fechem para a bondade. A tendência humana é endurecer o coração e adotar a indiferença como um escudo. O raciocínio implícito é: “Se não ajudarmos, estaremos protegidos”. Mas o que a Bíblia nos diz?
No livro de Gálatas, capítulo 6, versículo 9, o apóstolo Paulo afirma: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”

O cansaço espiritual e emocional de fazer o bem é um dos maiores perigos da atualidade. Quando nos deixamos contaminar pelas más notícias e pelos golpes cotidianos, permitimos que a maldade dos outros roube a nossa própria essência. Se deixarmos de ser solidários porque alguém abusou da nossa confiança, a maldade terá vencido duas vezes: primeiro, causando-nos prejuízo; depois, roubando de nós a nossa bondade. A prática do “amor ao próximo” (Marcos 12:31) não nos dá garantias de que o outro será grato ou honesto conosco.

Seja vigilante

Por outro lado, vale um alerta: não confunda bondade com ingenuidade. O próprio Senhor Jesus, ao enviar os discípulos para um mundo hostil, deixou uma orientação que continua sendo uma bússola para os dias atuais: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mateus 10:16).

Isso significa manter o coração limpo, livre de amargura e pronto para praticar o bem e perdoar, sem abrir mão da razão, da fé inteligente, do discernimento e da cautela. A prudência nos manda verificar informações, estabelecer limites saudáveis, questionar quando necessário e não assinar documentos nem tomar decisões baseadas apenas na emoção do momento. Aqueles que são apenas bons, sem prudência, correm o risco de cair nas mãos de aproveitadores. O caminho ideal é sempre o do equilíbrio
e da sobriedade.

A moral da história

O caso da mulher de Joinville nos deixa uma grande lição: mesmo em um mundo cheio de maldade, é possível manter um coração bom e os olhos bem abertos para vigiar o mal. Continue fazendo o bem, porque a recompensa do justo vem do Alto, e não de seres humanos falhos.

Colaborador

Redação / Imagem: Gerada por IA

Fé clandestina: igreja doméstica é invadida na China

Líder cristã precisa recomeçar ministério sozinha após prisão do marido


A perseguição atinge igrejas domésticas na China e transforma a vida de cristãos como Jinyi que permanecem firmes na fé

*Nomes alterados por segurança.

A Igreja Perseguida na China enfrenta desafios constantes, especialmente entre comunidades que optam por permanecer fora do controle estatal. A história de Jinyi*, uma líder cristã, ilustra de forma concreta como a perseguição pode transformar drasticamente a vida de uma família e de uma comunidade de fé em poucos minutos.

Durante um culto em uma igreja doméstica, uma ação policial desmantelou o ministério que ela e o marido haviam construído, marcando o início de um período de dor, incerteza e reconstrução.

Leia também


O que aconteceu com a igreja doméstica liderada por Jinyi?

A igreja doméstica liderada por Jinyi foi invadida por autoridades durante um encontro de adoração, resultando em detenções e na desestruturação completa da comunidade.

Encontro de igreja doméstica na China (foto representativa)

Em um domingo aparentemente comum, mais de 100 jovens universitários e adultos estavam reunidos para cantar e estudar a Bíblia quando policiais entraram abruptamente no local. Muitos foram detidos por até 24 horas, mas alguns permaneceram presos por mais tempo.

O impacto mais profundo recaiu sobre o marido de Jinyi, Zhang*, que liderava o ministério. Ele foi condenado a três anos e meio de prisão, além de receber uma multa significativa.

Em poucos instantes, o que era uma comunidade vibrante deixou de existir, e a liderança foi interrompida de forma forçada.

Por que igrejas domésticas são alvo de perseguição na China?

As igrejas domésticas são consideradas ilegais quando não estão registradas junto ao Estado, o que as torna alvos frequentes de fiscalização, vigilância e repressão.

Embora a Constituição chinesa mencione liberdade religiosa, na prática, os cristãos só podem se reunir em igrejas aprovadas pelo governo. Aqueles que escolhem permanecer em comunidades independentes enfrentam riscos como multas, fechamento de igrejas e prisão.

Cristãos que frequentam igrejas domésticas na China podem ser presos (foto representativa)

Desde a intensificação das regulamentações religiosas, especialmente nos últimos anos, reuniões cristãs fora do sistema oficial têm sido cada vez mais monitoradas e líderes frequentemente responsabilizados.

Como a perseguição impactou a vida de Jinyi?

A perseguição afetou não apenas o ministério, mas também a vida pessoal, emocional e espiritual de Jinyi.

Após a prisão do marido, ela ficou sozinha com dois filhos e sem meios imediatos de sustento. O choque foi profundo. Em suas palavras, “tudo desmoronou rapidamente”, refletindo a intensidade da ruptura vivida.

A prisão do marido impactou todas as áreas da vida de Jinyi (foto representativa)

O ambiente de vigilância constante também aumentou o medo. Jinyi sabia que qualquer contato poderia colocar outros em risco, o que intensificou o isolamento.

“Com vigilância em todos os lugares, até mesmo uma visita ou uma mensagem para mim poderia trazer perigo.”
— Jinyi

Essa realidade revela que a perseguição vai além de ações policiais: ela atinge relações, segurança emocional e a continuidade da missão cristã.

O que essa história revela sobre a Igreja Perseguida na China?

A história de Jinyi mostra que a igreja na China continua existindo, mas muitas vezes de forma clandestina, resiliente e sob pressão constante.

Mesmo diante da repressão, comunidades cristãs se organizam em pequenos grupos, frequentemente invisíveis aos olhos das autoridades. No entanto, o custo dessa escolha pode ser alto.

A China é o 17º país da Lista Mundial da Perseguição 2026, o ranking das 50 nações mais perigosas para cristãos

Alguns dos impactos que cristãos de igrejas domésticas clandestinas enfrentam são:

* separação familiar;
* perda de liberdade;
* e restrições severas à prática da fé.

Ao mesmo tempo, a perseverança desses cristãos reflete uma fé profundamente enraizada. Eles refletem a verdade bíblica anunciada em Lucas 12.32:

“Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar o Reino a vocês.”


A Portas Abertas segue ao lado de cristãos como Jinyi, oferecendo apoio, encorajamento e oportunidades para que a igreja continue firme. Ao conhecermos essas histórias, somos convidados a nos unir em oração e a lembrar que, em Cristo, nenhum sofrimento é desperdiçado e nenhuma igreja está verdadeiramente sozinha.

Mostre de maneira prática seu amor pela Igreja Perseguida na China com uma doação ao projeto de discipulado e treinamento da Portas Abertas. Ao contribuir com qualquer valor, você recebe a Revista Portas Abertas com testemunhos repletos de lições espirituais como a história de Jinyi. Torne-se um parceiro hoje.

Como orar pelas igrejas clandestinas na China?

* Ore por Jinyi e seus filhos, para que tenham provisão, proteção e consolo em meio às dificuldades.
* Interceda por Zhang, ainda preso, para que experimente a presença de Deus e seja fortalecido na fé.
* Clame pelas igrejas domésticas na China, para que permaneçam firmes e sábias diante da perseguição.
* Ore também pelas autoridades, para que haja justiça, sabedoria e abertura à liberdade religiosa.



A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Por que por onde você passa tudo vira problema?

Descubra o que está por trás de uma vida marcada por um ciclo de turbulências e como mudar de vez essa história


Você tem a sensação de que existe uma nuvem escura pairando sobre a sua cabeça? Não uma nuvem passageira, mas densa, sempre pronta a descarregar novas dificuldades. E o mais angustiante: ela parece acompanhar você por onde quer que vá.

Você muda de ambiente, busca novos caminhos, mas os problemas continuam surgindo. E pior: eles se acumulam, dando a impressão de que você vive sob um céu diferente do de todas as outras pessoas. Então você se pergunta:

Por que tudo isso só acontece comigo?

Se você se identifica com essa situação, respire fundo. Essa leitura é para você. E pode ser o início de uma virada.

Quando tudo parece dar errado

Há pessoas que não enfrentam dificuldades apenas em uma área da vida; parecem viver um acúmulo de problemas em tudo o que fazem. É como se, a cada tentativa de recomeço, a cada nova decisão, a mesma história se repetisse.

É tudo ao mesmo tempo ou em uma sequência tão próxima que não dá tempo nem de respirar. A pessoa muda de emprego, e surgem novos conflitos. Muda de cidade ou de planos, e as frustrações continuam. Começa um novo relacionamento, e ele também se rompe. Tenta organizar a vida financeira, mas algo sempre desanda. Como se aquela “nuvem carregada” nunca fosse embora. Então surgem os pensamentos:

“Eu acho que nasci para sofrer”

“Tudo dá errado para mim”

“Parece que minha vida é só problema”

“Eu saio de um, e já entro em outro”

A Bíblia mostra que o ser humano tem liberdade para escolher os caminhos que deseja seguir. Porém, quando não vive sob a direção de Deus, começa a colher os frutos de suas escolhas. Isso não acontece de forma imediata, mas progressiva.
O resultado? Uma vida marcada pela repetição de problemas. A pessoa segue em frente, mas é coberta por uma “nuvem” de dificuldades que encobre seu caminho. O livro de Provérbios resume essa realidade: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv. 14:12).

O problema é que, quanto mais essa ideia se fortalece, mais pesada a vida fica. A dor deixa de ser apenas uma fase e passa a fazer parte da identidade da pessoa. É como se o sofrimento fosse inevitável.

Mas e se, por trás dessa “nuvem”, existir algo que precisa ser compreendido para, finalmente, ser interrompido?

A sucessão de problemas traz um alerta

Para chamar a atenção de alguém, Deus fala de várias formas, e uma delas é por meio de situações dolorosas.
Em Joel 1, lemos que uma tragédia atingiu a terra: uma devastação provocada por pragas, seguida por uma grande seca que gerou fome e perdas em toda a Jerusalém, no Monte Sião:


O campo está assolado, e a terra triste; porque o trigo está destruído (…)” (Joel 1:10).

Era uma sucessão de problemas vivida por todos. Mas a mensagem vai além da narrativa histórica e alcança a realidade dos nossos dias. Muitas vezes, a vida de uma pessoa também parece uma terra arrasada, sob um céu fechado, sem sinal de abertura. Portanto, essa “nuvem” não surge à toa. Ela é consequência de escolhas feitas sem priorizar a vontade de Deus. Outras coisas passam a ocupar o lugar que deveria ser d’Ele, e os resultados acabam refletindo esse distanciamento.

Assim como no tempo do profeta Joel, também hoje não há destruição sem causa; existe sempre uma raiz por trás.

Mas, existe chance de mudança…


Deus tem promessas registradas em Sua Palavra, e uma das mais encorajadoras é a garantia de resposta àqueles que decidem buscá-Lo:


“E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento (…)” (Joel 2:32).

Porém, há um caminho para que isso aconteça…

Em meio à destruição da sua vida, Deus faz uma convocação; a mesma que fez ao povo de Jerusalém: voltar-se para Ele. Por meio do profeta Joel, Ele declarou:

“Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus” (Joel 2:13).

Portanto, esse caminho começa com um passo essencial: O ARREPENDIMENTO.

Reconheça a causa da sequência de problemas. Pare de culpar as circunstâncias e olhe para dentro de você.
Tenha um arrependimento sincero. Humilhe-se diante de Deus, confesse seus erros, decida abandonar atitudes erradas e entregue-se completamente a Ele. Isso é “rasgar o coração”.
A partir disso, tenha novas atitudes. É preciso agir diferente de antes, alinhando suas escolhas e práticas à Palavra de Deus.
Busque o Espírito Santo. É Ele quem trará a transformação completa.


Após essa entrega completa a Deus, cumpre-se outra promessa registrada no livro de Joel: o derramamento do Espírito Santo.
“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne (…)” (Joel 2:28).

O céu finalmente se abre

Talvez, você esteja se perguntando: “Então, se eu me voltar para Deus, não terei mais problemas?” Não é isso que Deus promete. A vida continua tendo desafios, mas Ele promete uma mudança completa.

Ele promete provisão: “(…) Ele vos dará em justa medida a chuva temporã; fará descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia” (Joel 2:23).

Também garante restauração. E não apenas de uma área da vida, mas de tudo o que foi perdido ao longo do caminho:: “E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto (…)” (Joel 2:25).

Além disso, Deus assegura Sua presença constante. Mesmo diante das dificuldades, você já não precisa viver dominado pelo desespero: “E vós sabereis que Eu estou no meio (…). E o meu povo nunca mais será envergonhado” (Joel 2:27).

Essa promessa vai além das bênçãos materiais. Ela fala de uma transformação interior. A sensação de andar sob uma “nuvem carregada” dá lugar à segurança de quem sabe que Deus está cuidando de você.

O céu finalmente se abre sobre sua cabeça. O ciclo de perdas, frustrações e destruição chega ao fim, dando lugar a uma vida transformada, guiada por Sua Palavra.

Debaixo de inúmeros problemas

Convencido de que estava no caminho certo, o promotor de vendas Rhaylson Barbosa, de 34 anos, viveu uma trajetória de destruição.


Sensação de que tudo ia bem

Desde o nascimento, tive contato com espíritos. Conheci minha esposa, que também se envolvia com eles, e passamos a servi-los acreditando que teríamos uma vida perfeita. Fomos consagrados aos espíritos e montamos um centro espiritual na laje de nossa casa, que atraía pessoas de várias regiões do Rio de Janeiro e nos proporcionava ganhos financeiros.

Uma sequência de problemas

Dediquei minha vida às entidades espirituais e às imagens que cultuava, mas, aos poucos, tudo começou a desmoronar. Perdemos bens, enfrentamos dificuldades financeiras, doenças e brigas violentas. Sem amor pela minha esposa e por minha filha, busquei respostas nas entidades, mas elas já não me respondiam.

À beira da tragédia, um alerta

Após uma discussão com minha esposa, ouvi uma voz dizendo que a única saída era tirar a vida dela e a da minha filha, e depois me matar. Peguei uma faca decidido a fazer aquilo, mas, de forma inexplicável, a TV ligou sozinha no programa da Universal. O pastor dizia: “Pare o que você está fazendo”. A faca caiu da minha mão, e eu ouvi uma mensagem que trouxe esperança.

Um olhar para dentro de si

Ao amanhecer, fui à igreja. Ali aprendi que, se entregasse minha vida a Deus, tudo poderia mudar. Decidido, voltei para casa, destruí as imagens e abandonei as entidades espirituais. Arrependido, passei a colocar Deus em primeiro lugar, me batizei nas águas e, no Jejum de Daniel, renunciei a tudo que ainda pudesse me afastar d’Ele.

Palavra cumprida

Poucos dias depois, fiz minha entrega total de vida no Altar. Ao voltar para casa, subi à laje onde antes servia aos espíritos e, deitado, clamei para que Deus cumprisse Sua promessa descrita em Joel 2:28: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne…” Ali, fui tomado por paz e alegria. Desci com o interior transformado e, pela primeira vez em muito tempo, abracei minha esposa e demonstrei amor por ela.

Novo ideal

Ao ver minha transformação, minha esposa também buscou a Deus e recebeu o Espírito Santo. Hoje, temos nossa família restaurada. Tenho um bom emprego, sirvo a Deus como obreiro, dedico minha vida a ganhar almas e tenho no Espírito Santo a minha maior riqueza. Foi no Altar que encontramos a verdadeira felicidade e a transformação que tanto

A sua oportunidade


A leitura dessa matéria é um convite para que você interrompa o ciclo marcado por essa “nuvem carregada” que insiste em acompanhar cada passo seu.

A Fogueira Santa no Monte Sião surge como a oportunidade para mudar essa realidade.

Tudo começa com a entrega total da sua vida no Altar e culmina no Monte Sião: o lugar onde Deus transformou a destruição em restauração.

Para participar, procure uma Universal mais próxima e leve uma foto sua. Além disso, acompanhe, de segunda a sexta-feira, a partir das 22h30, as orações realizadas por bispos e pastores diante do Altar, diretamente no Templo de Salomão.

A transmissão pode ser acompanhada pela TV Templo (canal 10.1 na Grande São Paulo), Rede CNT, Canal 21, UNIVER Vídeo, Rede Aleluia e também pelas redes sociais da Universal (YouTube e Facebook).

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Colaborador 
Núbia Onara / Foto: Divulgação / Imagem Gerada por IA / Cedida

terça-feira, 23 de junho de 2026

Até quando você vai sustentar uma vida de aparências?

Andrea Silva não conseguiu esconder por muito tempo o que havia por trás de seus sorrisos. Será que você também tem camuflado o que sente?


Você já exibiu momentos tentando transmitir alegria, mesmo estando destruído por dentro? Já mostrou uma versão de si mesmo que, na realidade, estava longe do que vivia quando ninguém estava olhando?

Hoje, muitas pessoas transformaram a própria dor em uma aparência cuidadosamente editada, numa tentativa de esconder o vazio, o sofrimento e as feridas que ninguém vê. Sorriem para as fotos, demonstram força, sucesso e felicidade, mas, longe dos olhares, travam guerras silenciosas dentro de si. Vivem representando um personagem, sustentando uma mentira para esconder aquilo que realmente sentem.

As redes sociais potencializaram essa realidade. Filtros, recortes e versões editadas fazem parecer que tudo está bem. É como admirar um produto perfeito na vitrine e descobrir, depois, que ele não era nada daquilo que aparentava ser.

Mas existe uma verdade impossível de ser maquiada: quem convive de perto conhece quem você realmente é e o que você precisa. E existe Alguém que vai ainda mais além: conhece até os pensamentos e sentimentos que você tenta esconder. É o único capaz de oferecer alegria verdadeira e permanente: o Senhor Jesus.

Durante anos, Andrea Silva, assistente de educação, de 40 anos, viveu por trás de sorrisos vazios; uma atuação constante para esconder as feridas invisíveis de uma vida muito diferente da aparência que retratava. Até que uma revelação surpreendente a confrontou. Confira.

Rejeitada antes de nascer


Quando minha mãe engravidou de mim, morava na casa de uma tia. Era sua segunda gestação, mas a notícia não foi bem recebida por parte da família. Mesmo pressionada a abortar, ela decidiu seguir com a gravidez.

Após meu nascimento, fomos morar com a minha avó paterna. Algum tempo depois, meus pais se separaram. Minha irmã ficou sob os cuidados da família do meu pai, que faleceu poucos anos mais tarde.

Pureza roubada


Cresci apenas com a companhia da minha mãe. Eu era uma criança comum até os 6 anos, quando um amigo muito próximo da família abusou sexualmente de mim. Depois, o abuso se repetiu outras vezes, inclusive por parte de outros homens do meu convívio.

Na mesma época, minha mãe iniciou um relacionamento conturbado e procurou auxílio espiritual. Foi então que comecei a sofrer ataques espirituais. Sempre ao cair da noite, ouvia vozes, sinos e frases perturbadoras, como se espíritos gritassem nos meus ouvidos. Certa vez, inclusive, incorporei um espírito.

Por dentro, uma amargura


Um tempo depois, tentei tirar a própria vida. Depois, deixei de apenas ouvir vozes e passei a conversar com espíritos. As conversas giravam em torno do ódio que eu sentia das pessoas que haviam abusado de mim e do meu pai.

Ainda criança, me tornei amarga. Foi nessa época que comecei a envenenar os animais da minha avó, durante as férias que passava lá, apenas para vê-los morrer.

Aparência enganosa


Com cerca de 15 anos, após uma discussão com a minha mãe, decidi sair de casa. Como eu já trabalhava, achei que conseguiria me sustentar. A aparência era de forte e independente.

Abandonei a escola, comecei a frequentar festas e, durante um período, me prostituí para ganhar mais dinheiro. Nessa época, engravidei e interrompi a gestação.

Uma vida de mentiras


Aparentemente, eu não tinha mais nada a perder. Mas, depois, sozinha, sentia o vazio, a vergonha e a dor.

Tudo o que eu carregava desde a infância se tornava ainda mais pesado, até que aquela vida passou a me causar nojo. Eu me sentia um lixo. Foi aí que decidi que não queria mais viver daquela forma. Vivi três anos entre festas e uma alegria que não era real.

Então, conheci um rapaz. No início, tínhamos apenas encontros casuais, mas engravidei e decidimos morar juntos. Na mesma época, fui demitida do trabalho, o que aumentou ainda mais a minha frustração.

Esse vazio não aceita substitutos

Quantas vezes você já tentou fugir do que sente, se ocupando com qualquer coisa para aliviar a dor? Há quem, dominado por feridas internas, acaba machucando outras pessoas apenas para tentar satisfazer um ego ferido.

Você tenta preencher esse vazio com distrações: compromissos, festas, bebidas… Mas nada resolve. Porque, no fundo, esse espaço nunca foi feito para coisas ou para pessoas.

Esse vazio tem um formato exato: o do Espírito de Deus. E somente Ele pode preencher você por completo, de verdade.

Sentimentos conflitantes


Minha filha nasceu e vivi uma mistura de amor e ódio. Eu a amava, mas não tinha paciência para lidar com o choro nem sabia atender às suas necessidades. Muitas vezes a tratei mal.

Por mais que quisesse, não conseguia mudar. Eu brigava constantemente com o pai dela por ciúme e motivos insignificantes. Certa vez, peguei uma faca para matá-lo enquanto dormia, mas ele passou a noite acordado e não levei a ideia adiante.

Por fora, uma. Por dentro, outra


Quando minha filha tinha 5 anos, comecei a trabalhar com o avô dela e nos envolvemos. Foi como uma bomba na família, mas continuamos juntos, porque eu só pensava em mim.

Apesar da postura firme que exibia, eu estava emocionalmente destruída. Então, depois que nos mudamos para outra cidade, comecei a frequentar uma igreja. Entendi o significado do batismo nas águas e decidi me casar para iniciar uma vida com Deus. Em menos de 30 dias, já estava casada com o avô da minha filha. Porém, os dirigentes daquela igreja não aprovaram meu batismo por eu estar vivendo uma união com um parente.

Tentando camuflar a dor


Ao chegar em casa, falei com Deus: “Se nem o Senhor me quer, vou acabar com a minha vida, e levar muitas pessoas comigo”. Mandei meu então marido embora. Pouco depois, também mandei minha filha morar com o pai. Eu queria viver apenas o que me trouxesse prazer. Passei a sair todos os dias, bebia muito e comecei a usar maconha, lança-perfume e narguilé com outras drogas. Fazia festas em casa; muitos jovens iam, e os vizinhos reclamavam da bagunça. Eu me envolvia em relacionamentos, mas, por dentro, estava desmoronando.

Fundo do poço


Depois das festas, eu e alguns conhecidos íamos para lugares onde aconteciam até homicídios. Em uma noite, eu estava alterada pelas drogas quando a polícia chegou. Fiquei horas aguardando para ser revistada e, enquanto esperava, vi minha sobrinha, de apenas 13 anos, vivendo aquela situação, porque eu a levava comigo. Aquilo me abalou. Naquele dia, eu havia participado de uma orgia. No banho, por mais que esfregasse o corpo, sentia que a sujeira não saía. Então falei com Deus que, se Ele me enviasse alguém para eu me relacionar, eu seria fiel à essa pessoa. Alguns dias depois, comecei a namorar. Cumpri o que prometi, mas não estava feliz. Por dentro, o vazio continuava.

Versão editada


Eu não me alimentava direito e desenvolvi anorexia. Vivia deprimida. Diante das pessoas, fingia estar bem, mas, quando estava sozinha, chorava e desejava morrer. Postava fotos produzidas para dar a impressão de que estava indo para festas, quando, na verdade, me trancava no quarto para chorar. Nem dormir eu conseguia, pois não tinha paz. Até algumas roupas que usava eram emprestadas. Eu não era nem vivia aquilo que mostrava nas redes sociais. Certo dia, enquanto atravessava uma passarela a caminho do trabalho, ouvi uma voz mandando que eu me jogasse. Quando estava prestes a ceder, ouvi outra voz, suave, dizendo que Deus poderia mudar a minha vida. Então, segui em frente.

O despertar em meio ao caos


Na Bíblia, lemos que Deus usou o profeta Joel para alertar Israel sobre uma grande devastação; um reflexo de que o povo estava distante d’Ele e precisava se arrepender (Joel 1–2). E esse chamado continua ecoando ainda hoje: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração…” (Joel 2:12).

Andrea ouviu esse chamado por meio de uma mensagem e passou a enxergar quem realmente era. O Espírito da Verdade a despertou. Assim como aquele povo teve a oportunidade de recomeçar, você também tem. Basta se arrepender, abrir mão da própria vontade e priorizar a de Deus.

Nova vida


Em seguida, participei do Jejum de Daniel. Entendi que precisava deixar as redes sociais com o desejo sincero de conhecer a Deus. Logo veio a Fogueira Santa. Mesmo precisando de muitas coisas, decidi priorizar o Espírito Santo.

Depois de cumprir meu voto no Altar, durante uma oração no trabalho, O recebi. Então ouvi uma mensagem dizendo que o batismo com o Espírito Santo não é sentimento, mas certeza. Então, eu cri.

Hoje posso dizer que, quem me conhecia não me reconhece. Fui curada, me reergui financeiramente, aprendi a cuidar da minha filha e agora vivemos juntas. Além da verdadeira alegria que encontrei, tenho prazer em ajudar quem, assim como eu um dia, acredita não haver saída para os seus problemas.

A Verdade que liberta


Naquele domingo, recebi uma paz profunda. O meu desejo de mudar era tão grande que eu passei a frequentar a igreja todos os dias, de manhã, à tarde e à noite. Eu me sentia acolhida. Tenho um 1,80m de altura e usava as roupas da minha filha de 9 anos, mas, ainda assim, não fui julgada. Me batizei nas águas, abandonei tudo o que fazia de errado e passei a buscar o Espírito Santo.

Oportunidade de recomeçar


Naquele momento, a ficha caiu. Eu estava cheia de dívidas e ostentava uma vida que não correspondia à realidade. Tinha uma filha, mas não assumia meu papel como mãe. Percebi que tudo em mim era uma mentira, até a minha aparência.

Dois dias depois, passei novamente no local. Uma evangelista falou comigo e me chamou para ir à igreja no domingo. Na noite anterior ao culto, enfrentei uma verdadeira batalha: vozes diziam que eu não deveria ir e ameaçavam a mim e à minha filha de morte. Mesmo assim, decidi ir e disse a Deus que, se Ele não mudasse a minha vida, eu mesma daria fim a ela.

A verdade veio à tona


Alguns dias depois, no trabalho, um pensamento repentino tomou conta de mim: eu não queria estar ali. Peguei minhas coisas e fui embora. No caminho, atravessei a mesma passarela e vi algumas pessoas da Igreja Universal evangelizando. Ao passar por elas, recebi a Folha Universal.

Dentro do ônibus, pensei em jogar o jornal fora, mas resolvi abri-lo. Logo vi a mensagem do Bispo Macedo com o versículo: “Mas, quando vier aquele, o Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade…” (João 16:13). Foi como se Deus estivesse me mostrando a vida de mentiras que eu levava. Durante o trajeto, fiquei debatendo com aquelas palavras, sentindo-me confrontada pela minha real condição.
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Colaborador
Thayná Andrade / Arte sobre foto: Cedida, arquivo pessoal e getty images

Como o TikTok se tornou "a rede social dos depressivos"

FOLHA UNIVERSAL 21/06/2026


O TikTok tem sido considerado por alguns como “a rede social dos depressivos”. Isso porque a plataforma foi tomada por postagens sobre questões de saúde mental, desde relatos pessoais até dicas de profissionais de saúde.

Estudos recentes mostram uma associação consistente entre uso intenso de redes sociais e o aumento de sintomas como ansiedade, tristeza persistente e distúrbios do sono, especialmente entre jovens.

Estudos em neuroimagem e comportamento digital, incluindo pesquisas publicadas em revistas como NeuroImage e trabalhos apresentados em conferências como a International AAAI Conference on Web and Social Media, sugerem que vídeos curtos e algoritmos personalizados podem ativar sistemas de recompensa do cérebro associados à dopamina, favorecendo padrões de uso repetitivo e criando ciclos de reforço semelhantes aos observados em jogos digitais.

Embora não seja possível afirmar que existe uma relação de causa direta, há evidências de que plataformas como essa se tornaram um ambiente que pode intensificar estados emocionais já existentes.

Parte dessa dinâmica está no funcionamento desses algoritmos personalizados. A plataforma aprende rapidamente o que prende a atenção do usuário e passa a oferecer mais do mesmo. Isso inclui conteúdos emocionais, relatos pessoais e vídeos sobre sofrimento psicológico.

Relatórios de organizações como a Amnesty International apontam que usuários mais vulneráveis podem ser expostos de forma recorrente a conteúdos relacionados à depressão e até à automutilação, criando um ciclo de reforço difícil de interromper.

Cuidado com a desinformação

Outro ponto crítico está na qualidade da informação. Levantamentos divulgados por veículos como o jornal britânico The Guardian indicam que uma parcela significativa dos conteúdos sobre saúde mental nas redes sociais contém imprecisões ou simplificações excessivas.

Isso contribui para a banalização de termos clínicos, incentiva o autodiagnóstico e pode levar a interpretações equivocadas sobre condições que exigem avaliação profissional.

Isso não significa que a plataforma, por si só, seja necessariamente prejudicial. Há evidências de que redes sociais também podem oferecer suporte, informação e senso de pertencimento. Porém, o ponto de atenção está no padrão de uso. Quando o consumo é passivo, excessivo e guiado apenas pelo algoritmo, os riscos aumentam.

É preciso lembrar sempre que, em um ambiente desenhado para maximizar tempo de permanência, a responsabilidade final continua sendo do usuário. É ele quem deve escolher o que consumir, quando parar e, principalmente, reconhecer quando o conteúdo deixa de informar e passa a influenciar negativamente o próprio estado emocional.

Se essa é uma tarefa difícil para adultos, é ainda mais desafiadora para crianças e jovens. A observação do comportamento de menores de idade e o acompanhamento dos pais e responsáveis no uso das redes sociais são fundamentais.

Questões de saúde mental não devem ser encaradas como estados passageiros ou problemas pontuais de uma geração específica. A busca por alívio e empatia nas redes sociais pode ser um grito silencioso de pessoas em sofrimento real, um chamado urgente de quem tenta lidar com as próprias emoções e precisa ser ouvido com atenção e responsabilidade.

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 Colaborador
 Patricia Lages / Foto: D-Keine/getty images

Cristã perde familiares em ataque a igreja na Síria

Quando o pai de Jenny foi atingido por um ataque a bomba em junho de 2025, a jovem se apegou à fé e à esperança em Cristo


Jenny se emociona ao lembrar do exemplo de fé de seu pai

Jenny (pseudônimo), uma cristã que vive em Damasco, na Síria, recebeu a visita de uma amiga em sua casa. Por isso, ela não foi à igreja naquele domingo, 22 de junho de 2025. Então, por volta das 18h30, as jovens ouviram o som de tiros seguido de uma explosão.

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Logo veio uma ligação: “A pessoa nos disse que um homem-bomba detonou a si mesmo dentro da igreja que minha família frequentava, e que todos lá dentro morreram”. Jenny sabia que seu pai estava na igreja, e ela também estaria se não fosse pela visita de sua amiga.

A cristã ficou abalada com a notícia. “A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi que eu precisava encontrar meu pai de qualquer maneira possível. Comecei a ligar para meu pai em seus dois números. Um telefone estava desligado, o outro continuava chamando. Então, depois de tentar três vezes, alguém atendeu. O homem do outro lado disse que encontrou o telefone no chão e não sabia se o dono estava vivo ou morto”, conta Jenny.

Junto de sua irmã, Jenny foi até a igreja, mas ambas foram barradas pelas forças de segurança, que temiam mais explosões. Um dos parentes das jovens disse que viu seu pai saindo da igreja. “Eu senti que meu parente estava escondendo algo. Ele não olhava diretamente nos meus olhos. Disse que meu pai ainda estava vivo e que a ambulância o levou.”

A notícia que mudou tudo

Jenny e sua irmã descobriram que seu pai foi levado para o hospital em um táxi, não em uma ambulância. Elas também souberam que ele havia sido gravemente ferido na explosão e precisava de atendimento médico urgente. Chegando ao hospital, uma enfermeira disse para as irmãs que seu pai estava em condição estável, mas que seu abdômen estava aberto e que a cirurgia poderia levar horas.

Enquanto isso, um amigo da família e uma das tias de Jenny, que também estavam no culto, foram declarados mortos no mesmo hospital. Infelizmente, depois de pouco tempo, Jenny recebeu a notícia de que seu pai havia falecido.

Após o ataque, Jenny se apoiou em sua fé. “Nos primeiros dias, eu estava em choque. Depois de voltar do hospital e no dia seguinte, eu não conseguia falar ou chorar. Eu amo o tipo de relacionamento que tenho com Deus. Eu estava confiante de que as pessoas mortas foram salvas por Cristo, incluindo meu pai. Eu acredito que ele está com Jesus, com certeza.”

“Por quê?”

Jenny ainda não sabe por que o agressor atacou naquela noite. “Algumas pessoas podem dizer que o agrediriam ou até o matariam se o encontrassem. Eu não faria isso. Eu apenas perguntaria a ele: ‘Por quê? Eu sou apenas uma pessoa orando na igreja. Eu não estou lutando contra você nem lhe fazendo mal.’”

Jenny é uma das cristãs sírias que participaram de sessões de aconselhamento pós-trauma ministradas por um parceiro da Portas Abertas. Ela usou seu treinamento para lidar não apenas com o próprio luto, mas também com o de outros. Recentemente, a cristã se voluntariou para atuar como conselheira no projeto. Os conselheiros apoiam crianças e mulheres afetadas pelo bombardeio e pela violência na região.

“É importante para mim ajudar as pessoas que passaram pela mesma experiência que eu. É meu dever estar ao lado delas e apoiá-las, assim como eu recebi apoio em algum momento do caminho”, conta Jenny

O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) é o maior movimento brasileiro de oração pelos cristãos perseguidos. Neste ano, no dia 31 de maio, milhares de igrejas brasileiras se unirão em um clamor por nossos irmãos e irmãs no Oriente Médio e Norte da África. Inscreva sua igreja gratuitamente e baixe os materiais de organização.


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