quarta-feira, 15 de julho de 2026

O jogo que está roubando muito mais do que dinheiro

Por trás da promessa de lucro fácil, as bets têm levado milhões de brasileiros ao endividamento, à dependência, ao sofrimento emocional e até ao suicídio


Muitos de nós, na infância, vimos nossos avós ou até mesmo nossos pais fazerem uma “fezinha” na loteria. Os jogos tradicionais, porém, ganharam um concorrente muito mais moderno, acessível e presente no dia a dia: as bets. Disponíveis a poucos cliques, elas conquistaram milhões de brasileiros, especialmente do público masculino.

Promessa de dinheiro fácil

O Brasil vive uma verdadeira febre das apostas esportivas. O que para muitos começou como uma distração, um palpite no time do coração, rapidamente se transformou em um fenômeno social preocupante. Seduzidas pela promessa de dinheiro fácil e pela adrenalina das apostas, milhões de pessoas mergulham diariamente nesse universo sem perceber que estão entrando em uma armadilha.

Um vício que supera o do crack

O resultado é que muitos se tornaram reféns dessa prática. Segundo Hermano Tavares, professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e criador do Programa Ambulatorial do Transtorno do Jogo (PRO-AMJO), o transtorno do jogo já é a terceira dependência mais frequente no Brasil, superando o vício em cocaína e crack. Segundo o especialista, o avanço das bets impulsionou significativamente esse tipo de dependência no país.

O que são as bets?

A palavra bet, de origem inglesa, significa “aposta” e é usada para designar as plataformas de apostas esportivas online. O acesso é feito, principalmente, por aplicativos e sites. No Brasil, essas empresas operam no modelo de cota fixa, em que o valor do prêmio é definido no momento em que a aposta é realizada.

Mas o universo das bets vai muito além dos palpites em partidas de futebol. As plataformas oferecem diversas modalidades de jogos que transformam o celular em uma espécie de cassino disponível 24 horas por dia. É como ter uma máquina caça-níquel na palma da mão.

Esse tipo de negócio também se tornou onipresente na publicidade. As bets aparecem em anúncios na internet, nas redes sociais, na televisão, no rádio, em outdoors e, principalmente, nas transmissões esportivas. O volume de publicidade durante eventos esportivos, inclusive, tem despertado a preocupação das autoridades.

Vale a pena arriscar?

Foi acreditando no ditado “quem não arrisca não petisca” que milhões de brasileiros entraram no universo das apostas online. Para muitos, o que começou como uma tentativa de ganhar uma renda extra terminou em dívidas, sofrimento emocional e destruição familiar.

Os números mostram a dimensão do problema:

Segundo o Banco Central, os brasileiros movimentaram cerca de R$ 90 bilhões em apostas apenas no primeiro trimestre de 2025
Pesquisa do DataSenado (2024) revelou que 42% dos apostadores têm dívidas em atraso há mais de 30 dias
O Ministério da Saúde registrou crescimento de 140% nos atendimentos do SUS relacionados à dependência em jogos nos últimos 5 anos
Dados do PRO-AMJO mostram que 80% dos jogadores que procuram tratamento apresentam intenção suicida

A armadilha

O chamado “jogo do tigrinho” e as bets dão a falsa impressão de que estão sob controle. Muitos entram nesse universo acreditando que vão complementar a renda, mas acabam comprometendo o orçamento da família e acumulando dívidas cada vez maiores.

A ilusão do ganho fácil

No início, algumas pessoas realmente conseguem ganhar dinheiro. Essa sensação de sucesso alimenta a confiança e desperta a vontade de apostar novamente.

O que começou com uma aposta de R$ 20 logo se transforma em valores cada vez maiores. Quando as perdas acontecem, surge a esperança de recuperar o dinheiro na próxima rodada. Depois na seguinte. E depois em outra.

Dias, meses e até anos podem passar nessa tentativa de “virar o jogo”. Mas basta uma simples pergunta: se esse método realmente enriquecesse alguém, por que tantos apostadores continuam endividados?

Quando o cérebro aprende a apostar

As plataformas de apostas exploram um mecanismo conhecido pela psicologia: a recompensa intermitente. Como os ganhos acontecem de forma imprevisível, o cérebro passa a buscar constantemente a sensação de prazer causada por uma eventual vitória.

É o mesmo princípio usado no adestramento de animais. Um cachorro aprende a obedecer porque, algumas vezes, recebe um petisco como recompensa. Em outras, basta o dono fingir que tem algo na mão para que ele repita o comportamento, mesmo sem receber nada.

Com as apostas acontece algo semelhante. As poucas vitórias fazem o jogador acreditar que vale a pena continuar, mesmo quando as perdas já superam, e muito, qualquer ganho obtido.

O verdadeiro prejuízo

Basta uma rápida busca nas redes sociais para encontrar relatos de famílias destruídas pelas apostas online. Quando uma única pessoa desenvolve dependência, todos acabam sofrendo as consequências. Por trás das promessas de lucro fácil existem histórias de pessoas que perderam economias, patrimônio, emprego e relacionamentos. Muitas recorreram a empréstimos, agiotas e, em casos extremos, tiraram a própria vida diante do desespero causado pelas dívidas.

Além do prejuízo financeiro, as apostas podem levar a pessoa a concentrar sua esperança na sorte e no dinheiro, desviando seu coração daquilo que realmente tem valor. Foi o que aconteceu com Isaac Matos, de 31 anos. Conheça sua história ao lado.

A Bíblia adverte:

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10).

Você controla as apostas ou elas controlam você?

☐ Passa boa parte do dia pensando em apostas, estratégias ou palpites.
☐ Precisa apostar valores cada vez maiores ou com mais frequência para sentir satisfação.
☐ Depois de perder dinheiro, aposta novamente na tentativa de recuperar o prejuízo.
☐ Esconde o tempo e o dinheiro gastos com apostas, apaga o histórico do celular ou mente para familiares.
☐ Acumula dívidas, estoura o limite do cartão ou recorre a empréstimos para continuar apostando.
☐ As apostas já prejudicam seu trabalho, os estudos, a vida familiar ou os relacionamentos.

É possível recomeçar

Se você marcou um ou mais desses sinais, é importante reconhecer que o problema existe. Quanto mais cedo isso acontecer, maiores são as chances de romper esse ciclo. Não se engane achando que tem esse hábito sob controle.

Embora a Bíblia não proíba explicitamente as apostas, ela alerta contra tudo aquilo que passa a dominar a vida de uma pessoa. Confiar na sorte em vez de confiar em Deus pode afastar o coração da verdadeira fonte de segurança e esperança.

O apóstolo Paulo ensina: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6:12).

Achei que controlava o jogo, mas era ele que me controlava


O que começou com apostas de baixo valor evoluiu para um vício que levou o autônomo Isaac Matos, de 31 anos, a acumular dívidas e colocar sua família em sofrimento

O que parecia diversão virou dependência


No início, eu apostava sem comprometer o orçamento da família. Porém, aos poucos, o jogo se tornou um vício. Passei a destinar todo o meu salário às apostas. Apesar de alguns ganhos, as perdas foram muito maiores. Sempre que perdia, tentava recuperar o prejuízo apostando mais, mas acabava perdendo tudo novamente.

Comecei a usar o salário da minha esposa para apostar. Quando as plataformas deixaram de aceitar depósitos de terceiros, cadastrei o CPF dela sem que ela soubesse para continuar jogando. Ela se desesperava ao ver que o dinheiro das despesas da casa havia sumido da conta.

Quando as apostas roubaram o lugar da família

Para pagar as dívidas com agiotas, a quem recorria para alimentar o vício, provoquei minha demissão. Recebi cerca de R$ 10 mil de rescisão, mas perdi todo o dinheiro em menos de uma semana nas apostas. Depois, já trabalhando por conta própria, cheguei a destinar até 80% dos meus ganhos aos jogos. Enquanto isso, em casa, faltava até o básico.

O fundo do poço

Depois de cada perda, vinha o remorso. Eu pedia perdão à minha esposa, prometia parar, mas logo voltava a apostar. Achava que iria quebrar as bancas, quando, na verdade, era eu quem estava sendo destruído. O fundo do poço foi quando minha filha pediu um lanche e eu não tinha nada para oferecer. Foi aí que percebi o quanto aquele vício estava destruindo a minha família.

A decisão que mudou a minha vida

Pouco tempo depois, minha esposa participou de uma reunião do Godllywood Autoajuda e voltou diferente. Em vez de me acusar por ter perdido mais dinheiro nas apostas, ela cuidou de mim. Aquela atitude me fez refletir e perceber que eu não podia continuar causando sofrimento à minha família.

Decidi participar da Vigília da Virada. Fui em busca da ajuda de Deus para vencer aquele vício. Naquela noite, reconheci meus erros, me arrependi e me batizei nas águas. Saí decidido a abandonar o passado.

Transformação completa

Passei a buscar o Espírito Santo e, cerca de uma semana depois, enquanto orava sozinho em casa, pedi a Deus que nunca mais me deixasse voltar àquele vício. Naquele instante, recebi uma paz e uma alegria que jamais esquecerei. Hoje, sou livre do vício que quase destruiu a minha família. Vivo para Deus, que nada me deixa faltar.

Mude de direção

Muitos começaram apostando por curiosidade ou diversão e acabaram perdendo dinheiro, relacionamentos, paz e até o sentido da vida. Mas nenhuma história precisa terminar assim.

Independentemente de você já estar preso às apostas ou apenas começando a trilhar esse caminho, ainda há tempo de mudar de direção. Deus pode libertá-lo de qualquer vício, restaurar sua vida e lhe dar uma esperança que nenhuma aposta jamais poderá oferecer. E, acima de tudo, conceder a maior vitória de todas: a salvação eterna.

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Colaborador
Thayná Andrade / Arte sobre imagem gerada por IA

Portas Abertas participa da FEFICC 2026 e destaca histórias da Igreja Perseguida

Organização estará presente no maior evento de ficção cristã do Brasil, com livros e testemunhos de cristãos perseguidos ao redor do mundo

Fonte: Portas Abertas

Trilogia O Contrabandista de Deus estará no estande da organização na Feficc foto: Portas Abertas

A Missão Portas Abertas participará da FEFICC 2026 (Feira de Ficção Cristã e Cultura), considerada o maior movimento de ficção cristã do Brasil. O evento acontece entre os dias 16 e 19 de julho no Memorial da América Latina, em São Paulo, e reúne leitores, escritores, editoras e entusiastas da literatura cristã para celebrar a criatividade, a fé e o poder das histórias.

Em sua quinta edição, a FEFICC terá como tema “Todos os mundos em que Ele habita”, propondo uma reflexão sobre a presença de Deus nas mais diversas expressões da criatividade humana. A programação inclui atividades voltadas ao universo literário cristão, além de espaços para interação entre autores, leitores e ministérios.

Durante todos os dias do evento, a Portas Abertas estará presente com um estande dedicado à divulgação da realidade da Igreja Perseguida. Os participantes poderão conhecer mais sobre o trabalho da organização junto a cristãos que enfrentam perseguição por causa da fé, além de adquirir livros, materiais exclusivos e lançamentos recentes.

Literatura que conecta a igreja global

Ao longo de décadas, a literatura tem desempenhado um papel importante na divulgação de histórias da Igreja Perseguida. Um dos exemplos mais conhecidos é O Contrabandista de Deus, autobiografia do fundador da Portas Abertas, Irmão André, que inspirou milhões de cristãos ao redor do mundo com relatos sobre apoio a igrejas em países fechados ao evangelho.

Desde então, diversas publicações foram lançadas para apresentar aos leitores a realidade enfrentada por cristãos que vivem em nações onde a liberdade religiosa é limitada. Essas obras retratam desafios, testemunhos de fé e histórias de perseverança em contextos marcados por discriminação, violência e restrições à prática cristã.

A organização também tem ampliado a produção de conteúdos voltados ao público infantil, permitindo que crianças conheçam a realidade da Igreja Perseguida de forma adequada à sua faixa etária e compreendam a importância da oração pelos cristãos ao redor do mundo.

Criatividade, fé e missão

Para a Portas Abertas, a participação na FEFICC representa uma oportunidade de aproximar leitores da realidade da igreja global e mostrar como a literatura pode inspirar oração, empatia e engajamento.

Assim como a ficção cristã comunica valores, esperança e fé por meio de narrativas, os relatos da Igreja Perseguida revelam histórias reais de homens, mulheres e crianças que seguem firmes em Cristo mesmo diante da oposição.

Os visitantes poderão conhecer o catálogo completo da organização, conversar com a equipe da Portas Abertas e descobrir como apoiar cristãos perseguidos em diferentes partes do mundo. A inscrição é gratuita e pode ser feita neste link.


Serviço

Evento: FEFICC 2026

Data: 16 a 19 de julho de 2026

Local: Memorial da América Latina/SP

Participação: Gratuita

Presença da Portas Abertas: Todos os dias do evento, com livros, materiais exclusivos e informações sobre a Igreja Perseguida.


sexta-feira, 10 de julho de 2026

Como muitas relações são destruídas pelo vício em jogos

Confira o assunto abordado no programa The Love School - Escola do Amor, com apresentação dos professores Renato e Cristiane Cardoso


O programa The Love School — Escola do Amor, exibido no dia 4 de julho pela Record, com apresentação dos professores Renato e Cristiane Cardoso, abordou como muitas relações são destruídas pelo vício em jogos.

Com o tema “Famílias em jogo”, ao lado do casal convidado Hugo e Cida, e da filha deles, Talita, os professores mostraram que, embora, o percurso seja árduo para quem enfrenta relações permeadas pelo vício em jogos, a superação destes problemas é possível.

A importância do histórico familiar nas relaçõesNo caso de Hugo e Cida. Ele foi viciado em jogos de azar por muito tempo e este hábito perigoso destruiu a relação dos dois. Estes problemas, no entanto, não afetaram somente a relação do casal. Isso também os distanciou da filha durante toda a infância dela. Depois de mais velhos, Hugo e Cida lutaram para superar estes hábitos destrutivos, mas viram Talita repetir os mesmos padrões.

Os professores, então, teceram uma reflexão profunda sobre o poder dos jogos e dos vícios nas relações familiares. Muitos parentes — pais, mães ou filhos — abandonam a prática do afeto para com as pessoas mais importantes nas suas vidas por causa dos vícios.

Eles ainda falaram sobre a importância do histórico familiar nas relações. Pois, por mais que aparentemente a criança nasça “pura”, ela carrega consigo algumas tendências no seu desenvolvimento, sendo elas relativas a hábitos ou até a alguns sentimentos constantes específicos ligados aos seus progenitores.

O programa também relembrou casos de celebridades que tiveram problemas familiares sérios. A exemplo do cantor Latino que ficou dez anos sem falar com o pai, já que ele não aceitava que o filho seguisse carreira musical. Ainda assim, o cantor atualmente com 53 anos, tem dez filhos, com mulheres diferentes, e com os quais mantém relações distantes.

No vídeo abaixo, assista ao programa na íntegra:

Terapia do Amor

A Terapia do Amor ajuda pessoas a superarem desafios emocionais e a construírem relacionamentos saudáveis por meio de palestras realizadas todas as quintas-feiras no Templo de Salomão.

A iniciativa é voltada a casais e solteiros que buscam melhorar as suas vidas afetivas por meio da cura emocional e do aprendizado.

Participe também da Terapia do Amor, às quintas-feiras, em toda Universal.

Se você está tentando reconstruir sua vida amorosa, venha dar um passo em busca desse aprendizado. Talvez você saiba o que tem de fazer, mas não consegue colocar em prática.

Portanto, compareça a uma palestra.

A Terapia do Amor acontece todas as quintas-feiras, nos seguintes horários e locais:

Catedral do Brás (Av. Celso Garcia, 499) – às 7h, 10h, 12h e 15h.
Templo de Salomão (Av. Celso Garcia, 605) – às 20h.

(*) Com informações do R7


Colaborador
Redação (*) / Foto: istock

Cristã enfrenta rejeição e isolamento após prisão do marido na China

Após ter sua igreja doméstica invadida, as pessoas tinham medo de se relacionar com Jinyi


Até mesmo cristãos e igrejas domésticas se afastaram com medo de serem descobertos e punidos pelas 
autoridades como o marido de Jinyi (foto representativa)

A história de Jinyi (pseudônimo), uma líder cristã, revela essa dimensão com clareza. Após ter sua igreja doméstica invadida e o marido preso, ela passou a lidar com um cenário inesperado: a ausência de apoio de outras igrejas, justamente quando mais precisava de suporte.

Leia também


Por que cristãos perseguidos enfrentam isolamento na China?

O isolamento de cristãos perseguidos na China acontece principalmente por causa do medo generalizado de punição.












Em muitas regiões do país, qualquer vínculo com igrejas não registradas é visto com desconfiança pelas autoridades. Isso faz com que até mesmo outros cristãos evitem contato, receosos de sofrerem consequências. O que deveria ser um espaço de apoio e comunhão, muitas vezes, se transforma em distanciamento.

O isolamento não nasce da falta de fé, mas do ambiente de pressão constante em que os cristãos vivem na China.

Após a prisão do marido, Jinyi buscou ajuda em diferentes igrejas da região. No entanto, encontrou barreiras. O receio de serem associadas a uma liderança já visada pelo governo fez com que essas comunidades optassem pela cautela.

Em muitas regiões do país, qualquer vínculo com igrejas não registradas é visto com desconfiança pelas autoridades. Isso faz com que até mesmo outros cristãos evitem contato, receosos de sofrerem consequências. O que deveria ser um espaço de apoio e comunhão, muitas vezes, se transforma em distanciamento.

O isolamento não nasce da falta de fé, mas do ambiente de pressão constante em que os cristãos vivem na China.

Após a prisão do marido, Jinyi buscou ajuda em diferentes igrejas da região. No entanto, encontrou barreiras. O receio de serem associadas a uma liderança já visada pelo governo fez com que essas comunidades optassem pela cautela.

Esse comportamento revela um ponto importante: o isolamento não nasce da falta de fé, mas do ambiente de pressão constante em que os cristãos vivem.

Como a perseguição afeta os relacionamentos entre cristãos?

A perseguição na China não atinge apenas cultos e lideranças. Ela transforma relações.

A vigilância constante faz com que atitudes simples, como visitar alguém, enviar uma mensagem ou oferecer ajuda, sejam vistas como riscos. Em alguns casos, igrejas inteiras podem ser responsabilizadas por manter contato com pessoas consideradas alvo das autoridades.

O isolamento se torna uma extensão da própria perseguição.

A desconfiança se torna parte da vida diária de cristãos em algumas regiões da China (foto representativa)

Isso cria uma tensão contínua: o desejo de viver a comunhão cristã entra em conflito com o instinto de proteção. Como resultado, muitos optam pelo silêncio e pelo afastamento.

Essa dinâmica contribui para um cenário onde o isolamento se torna uma extensão da própria perseguição. Não se trata apenas de impedir reuniões, mas de enfraquecer vínculos.

Quais são os impactos do isolamento na vida do cristão?

O isolamento pode gerar consequências profundas, afetando não apenas a rotina, mas também o coração e a fé. Jinyi descreveu sentimentos intensos após a rejeição: dor, decepção e questionamento.

“Em meu coração, me senti traída, ferida, decepcionada. Questionei a mim mesma. Questionei minha força. Cheguei até a questionar a Deus.”
— Jinyi

A ausência de apoio em um momento de crise trouxe dúvidas e fragilidade emocional. Esse tipo de experiência pode fazer com que cristãos se sintam esquecidos ou abandonados.


A Bíblia destaca a importância da comunhão em Eclesiastes 4.10:

“Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!”

Esse princípio mostra o quanto o relacionamento é essencial para a caminhada cristã. Quando ele é interrompido, o impacto vai além do social, alcança a vida espiritual.

Existe esperança para cristãos que vivem isolados na China?

Sim. Mesmo em meio ao isolamento, Deus continua sustentando sua igreja na China. Na trajetória de Jinyi, a esperança surgiu por meio da presença constante de parceiros da Portas Abertas.

Mesmo quando outros se afastaram, esse acompanhamento trouxe encorajamento, restaurou a confiança e ajudou a reconstruir sua fé.

Parceiros da Portas Abertas encontraram Jinyi e a apoiaram quando ela estava sozinha (foto representativa)

Além disso, iniciativas da Portas Abertas de apoio prático por meio das doações e campanhas de oração mostram que a Igreja Perseguida não está invisível. Mesmo quando o isolamento parece completo, há uma rede global de fé que permanece ativa.


A história de Jinyi mostra que o isolamento não é o fim. Mesmo quando o apoio local falha, Deus continua agindo por meio da igreja global. Somos convidados não apenas a conhecer sua história, mas a responder com ajuda prática para que outros líderes cristãos que precisam de apoio saibam que não estão sozinhos.


A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Será que minha vida ainda tem jeito?

Quando tudo parece estar perdido, muita gente culpa o destino, o passado, a falta de sorte, as pessoas... Mas será que essa ideia é verdadeira?


Talvez você nunca tenha dito essas frases ao lado em voz alta, mas elas podem estar ecoando dentro de você há muito tempo.

Quem olha para um casamento destruído pode pensar que não existe mais reconstrução. Quem vê um filho envolvido com vícios ou crimes pode carregar um sentimento profundo de fracasso. Há quem esteja sufocado por dívidas, preso a traumas ou esmagado por culpas que parecem impossíveis de superar.

Também existe quem cresceu em um ambiente de brigas e passou a acreditar que nunca conseguirá construir uma família diferente. Há ainda quem carregue palavras negativas que ouviu ao longo da vida e elas ficaram marcadas como registros difíceis de apagar.

O fato é que, quando os problemas se acumulam, é fácil acreditar que o futuro já foi decidido, como se existisse uma sentença invisível decretando que nada poderá mudar.



Mas será mesmo que uma história precisa terminar assim?

Destino traçado?

Muitas pessoas acreditam que a vida segue um roteiro imutável. Alguns chamam isso de destino. Outros atribuem seus problemas à sorte, às circunstâncias ou às atitudes dos outros. De certa forma, é menos doloroso imaginar que tudo está determinado do que encarar o peso das nossas escolhas.

Sem dúvida, existem situações que ninguém escolhe. Há dores que chegam sem aviso, perdas que não estavam nos planos e injustiças que não dependem da nossa vontade. Mas a Bíblia mostra que Deus não criou o ser humano para ser escravo de um destino inevitável. Pelo contrário, Ele deu a cada um a capacidade de escolher.

E uma escolha pode mudar tudo. Foi o que aconteceu com Rodrigo Bahiense, de 37 anos, cuja história você lê a seguir.

Seduzido pelo crime

Frequentei a Igreja Universal com minha mãe até os 16 anos, mas me afastei. Influenciado por amigos, comecei a usar maconha, pichar muros e frequentar bailes funk.

A ostentação exibida pelo tráfico despertou em mim o desejo de viver daquela forma. Passei a me envolver com pessoas ligadas ao crime e participei do meu primeiro assalto, o que me trouxe aceitação entre os traficantes.

Tornei-me também traficante e participei de conflitos entre facções. Troquei tiros com rivais e policiais e quase perdi a vida.

Fui preso várias vezes. Em uma dessas prisões, permaneci quase dois anos encarcerado. Quando saí da prisão, conheci o crack.

Da conquista para a destruição

O vício me levou a vender e penhorar tudo o que possuía para sustentar o consumo de drogas. Acabei vivendo praticamente em situação de rua, ao longo das linhas do trem, ao lado de outros usuários. Meu estado físico se deteriorou tanto que passei a ser conhecido pelo apelido de “Costelinha”.

Enquanto destruía a minha própria vida, também fazia minha família sofrer. Minha mãe vivia chorando, meu casamento era marcado por constantes discussões e meus filhos passavam por dificuldades, pois todo o dinheiro que eu conseguia era gasto com drogas.

No limite do desespero

Após uma discussão com minha esposa, usei uma quantidade excessiva de drogas e tive alucinações. Convencido de que não havia mais solução para mim, decidi tirar a minha vida.

Já sem conseguir respirar, pendurado por uma corda, vi minha filha, então com 3 anos, entrar no cômodo onde eu estava. Assustada, ela começou a chorar. Pouco depois, minha esposa ouviu o choro, correu até o local e conseguiu me salvar. Naquele momento, abracei minha filha e lhe pedi perdão.

No dia seguinte, pedi à minha mãe que me internasse em uma clínica de recuperação. Mas ela respondeu: “Não vou te internar. Quem vai mudar a sua vida é Jesus”. Aquela frase ficou gravada na minha mente.

A reposta

Naquela mesma noite, voltei a usar drogas, mas não conseguia parar de pensar nas palavras da minha mãe. Ao amanhecer, fui até a Igreja.

Quando cheguei, a vi subindo ao Altar para entregar o voto da Fogueira Santa que ela havia feito por mim. Havia mais de duas décadas que ela perseverava em oração pela minha transformação. Ao me ver sentado na Igreja, ela chorou ao ver que Deus estava lhe respondendo.

Naquela reunião, abri o coração para Deus. Disse que, se Ele mudasse a minha vida, eu me entregaria totalmente a Ele. A resposta foi imediata. Recobrei a lucidez e consegui participar da reunião até o fim. Ao sair da Igreja, percebi que algo havia mudado dentro de mim.

A vida que nasceu depois da entrega

No dia seguinte, me batizei nas águas. Era a última semana da Fogueira Santa e me entreguei totalmente a Deus. Abandonei as drogas, o crime e tudo o que me afastava d’Ele.
Sete dias depois, no domingo, pedi o Espírito Santo. Ali, Ele transformou o meu ser.
Hoje, sou um homem de bem e tenho paz e alegria. Minha esposa também passou a servir a Deus, e juntos temos um lar abençoado. Agora, vivo para testemunhar o que Deus fez em minha vida.

E se uma escolha fosse capaz de mudar o rumo da sua vida em 7 dias?

O poder de uma decisão

Muitos confundem passado com sentença, mas uma coisa não é igual a outra. O passado influencia o presente, erros deixam marcas e decisões equivocadas trazem consequências. Mas nada disso significa, necessariamente, que a história acabou. Toda transformação começa quando alguém decide mudar de direção, como aconteceu na história que você leu anteriormente.
Você não consegue alterar o que aconteceu ontem. Mas pode decidir, hoje, o que fará daqui para frente.

Tudo está perdido?


O profeta Joel apresenta exatamente esse cenário. O povo havia sofrido grandes perdas, e as consequências eram reais. Não dava para fingir que nada havia acontecido nem maquiar a gravidade da situação.

Contudo, Deus não tratou aquela situação como o capítulo final da história. Mesmo diante de um cenário devastador, Deus não disse ao povo que o futuro estava definitivamente comprometido. Pelo contrário, mostrou que as consequências eram graves, mas que não precisavam ser permanentes. Por isso, declarou:

“Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Joel 2:12-13).

Neste trecho, há duas expressões que chamam atenção:
A primeira é: “Ainda assim”. Ou seja, apesar dos erros, das quedas, das perdas, de tudo o que aconteceu, Deus ainda oferece uma oportunidade.

A segunda é: “Agora mesmo”. A mudança não deve ser adiada; é agora. Assim que a pessoa se volta para Deus, encontra os braços abertos de um Pai que estava esperando para agir rapidamente em seu favor.

É como se Deus dissesse: “A sua história ainda não acabou.”

Você quer ter uma transformação completa?


Deus está pronto para mudar sua história, independentemente do passado. O caminho para uma nova vida passa por 3 etapas:


1. O arrependimento

“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração…” (Joel 2:12)

Arrependimento não é sentir remorso. É abandonar a direção errada e voltar-se para Deus com sinceridade.
Não importa o que aconteceu até aqui, o quão distante você tenha ido ou quão impossível a situação pareça. Quando existe arrependimento sincero, existe a chance de um recomeço.

2. O derramamento


“E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne…” (Joel 2:28)

Ninguém consegue sustentar uma nova vida apenas pela força de vontade. É necessário ter o Espírito Santo. Então, depois do esvaziamento dos erros, vem o preenchimento com a presença de Deus. Ele não apenas perdoa, mas fortalece. Não apenas apaga o passado, mas capacita a pessoa para viver um novo futuro.

3. O livramento


“E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento (…)” (Joel 2:32).

Os milagres fazem parte da ação de Deus na vida daqueles que confiam n’Ele. Isso inclui Seu livramento nas aflições, nas lutas e nas situações mais difíceis.

Afinal, a sua vida tem jeito?


Voltemos à pergunta do início. E a resposta da Bíblia é: Sim, tem jeito, e essa mudança pode começar hoje.

Talvez, neste momento, tudo o que você ainda consiga enxergar sejam os erros que cometeu, as oportunidades que perdeu ou as consequências que está enfrentando. Pode ser que as pessoas tenham desistido de você, ou até que você mesmo tenha desistido de si.

Mas, como vimos, a mensagem de Joel mostra que, se não houvesse esperança, Deus não teria dito: “Ainda assim, agora mesmo…”

Deus não faz de conta que os erros não existiram. As consequências podem ser dolorosas. Mas, enquanto há vida, existe a possibilidade de escolher um novo caminho e construir uma história diferente.

A Fogueira Santa no Monte Sião é a oportunidade para você mudar o seu futuro. Assim como aconteceu nos dias de Joel, Deus continua chamando para transformar também a sua vida.

Caminhada da Fé rumo ao Monte Sião


Acompanhe, de segunda a sexta-feira, as orações para fortalecer a sua fé. As transmissões acontecem às 22h30 pelos canais TV Templo (canal 10.1 na Grande São Paulo), Rede CNT, Canal 21, UNIVER Vídeo, Rede Aleluia e pelas redes sociais da Universal (YouTube e Facebook).

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Colaborador
Redação / Colaborou: Camila Dantas / Arte: sobre fotos geradas por IA / Arquivo pessoal e cedida

Vale a pena ser bom em um mundo de maldades?

O que a Bíblia nos diz sobre o assunto?


Uma das histórias mais inacreditáveis e comentadas das últimas semanas teve como cenário a cidade de Joinville, em Santa Catarina. O caso surpreendeu o País pelo absurdo: uma mulher de 37 anos conseguiu se passar por uma criança de apenas 12. Usando um jeito infantilizado e uma aparência que buscava esconder sua verdadeira idade, ela convenceu uma família de que era uma menor em situação de vulnerabilidade.

Durante 14 meses, recebeu o acolhimento de um lar. Ela se aproximou da família por meio de uma história muito triste que, na verdade, fazia parte de um golpe. Dizia que havia sido obrigada a tomar hormônios e a se prostituir. O enredo, digno de um filme, chegou ao fim quando uma parente decidiu pesquisar na internet e encontrou histórias semelhantes à que a família estava vivendo. Ao final, a Polícia Civil indiciou a golpista pelos crimes de estelionato e falsa identidade.


Quando se é tapeado

Diante de um caso tão bizarro, a reação imediata de grande parte da opinião pública foi de indignação contra quem engana. Nas redes sociais e nas conversas do dia a dia, a impressão era unânime: “Não dá mais para confiar em ninguém”, “o mundo está perdido”, “quem ajuda acaba se dando mal”. É natural que casos como esse levem alguém a ficar na defensiva para se proteger. No entanto, focar apenas no engano praticado pela golpista é perder a lição mais profunda que esse episódio pode nos ensinar.

A verdade é que esse caso não revela apenas a decadência moral de quem engana. Ele também lança luz sobre a qualidade do caráter de quem ajuda. A criminosa revelou sua essência ao arquitetar uma fraude tão cruel. A família, por sua vez, revelou sua bondade ao acolher quem aparentava precisar de ajuda. Desse modo, é importante compreender: o erro esteve exclusivamente na fraude da golpista, e não na compaixão da família. O caráter das pessoas que ajudaram permanece intacto, porque o ato de estender a mão diz muito mais sobre o interior de quem pratica o bem do que sobre o merecimento de quem o recebe.

O que fazer com essa informação?

Viver em um mundo cheio de maldades faz com que muitas pessoas se fechem para a bondade. A tendência humana é endurecer o coração e adotar a indiferença como um escudo. O raciocínio implícito é: “Se não ajudarmos, estaremos protegidos”. Mas o que a Bíblia nos diz?
No livro de Gálatas, capítulo 6, versículo 9, o apóstolo Paulo afirma: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.”

O cansaço espiritual e emocional de fazer o bem é um dos maiores perigos da atualidade. Quando nos deixamos contaminar pelas más notícias e pelos golpes cotidianos, permitimos que a maldade dos outros roube a nossa própria essência. Se deixarmos de ser solidários porque alguém abusou da nossa confiança, a maldade terá vencido duas vezes: primeiro, causando-nos prejuízo; depois, roubando de nós a nossa bondade. A prática do “amor ao próximo” (Marcos 12:31) não nos dá garantias de que o outro será grato ou honesto conosco.

Seja vigilante

Por outro lado, vale um alerta: não confunda bondade com ingenuidade. O próprio Senhor Jesus, ao enviar os discípulos para um mundo hostil, deixou uma orientação que continua sendo uma bússola para os dias atuais: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mateus 10:16).

Isso significa manter o coração limpo, livre de amargura e pronto para praticar o bem e perdoar, sem abrir mão da razão, da fé inteligente, do discernimento e da cautela. A prudência nos manda verificar informações, estabelecer limites saudáveis, questionar quando necessário e não assinar documentos nem tomar decisões baseadas apenas na emoção do momento. Aqueles que são apenas bons, sem prudência, correm o risco de cair nas mãos de aproveitadores. O caminho ideal é sempre o do equilíbrio
e da sobriedade.

A moral da história

O caso da mulher de Joinville nos deixa uma grande lição: mesmo em um mundo cheio de maldade, é possível manter um coração bom e os olhos bem abertos para vigiar o mal. Continue fazendo o bem, porque a recompensa do justo vem do Alto, e não de seres humanos falhos.

Colaborador

Redação / Imagem: Gerada por IA

Fé clandestina: igreja doméstica é invadida na China

Líder cristã precisa recomeçar ministério sozinha após prisão do marido


A perseguição atinge igrejas domésticas na China e transforma a vida de cristãos como Jinyi que permanecem firmes na fé

*Nomes alterados por segurança.

A Igreja Perseguida na China enfrenta desafios constantes, especialmente entre comunidades que optam por permanecer fora do controle estatal. A história de Jinyi*, uma líder cristã, ilustra de forma concreta como a perseguição pode transformar drasticamente a vida de uma família e de uma comunidade de fé em poucos minutos.

Durante um culto em uma igreja doméstica, uma ação policial desmantelou o ministério que ela e o marido haviam construído, marcando o início de um período de dor, incerteza e reconstrução.

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O que aconteceu com a igreja doméstica liderada por Jinyi?

A igreja doméstica liderada por Jinyi foi invadida por autoridades durante um encontro de adoração, resultando em detenções e na desestruturação completa da comunidade.

Encontro de igreja doméstica na China (foto representativa)

Em um domingo aparentemente comum, mais de 100 jovens universitários e adultos estavam reunidos para cantar e estudar a Bíblia quando policiais entraram abruptamente no local. Muitos foram detidos por até 24 horas, mas alguns permaneceram presos por mais tempo.

O impacto mais profundo recaiu sobre o marido de Jinyi, Zhang*, que liderava o ministério. Ele foi condenado a três anos e meio de prisão, além de receber uma multa significativa.

Em poucos instantes, o que era uma comunidade vibrante deixou de existir, e a liderança foi interrompida de forma forçada.

Por que igrejas domésticas são alvo de perseguição na China?

As igrejas domésticas são consideradas ilegais quando não estão registradas junto ao Estado, o que as torna alvos frequentes de fiscalização, vigilância e repressão.

Embora a Constituição chinesa mencione liberdade religiosa, na prática, os cristãos só podem se reunir em igrejas aprovadas pelo governo. Aqueles que escolhem permanecer em comunidades independentes enfrentam riscos como multas, fechamento de igrejas e prisão.

Cristãos que frequentam igrejas domésticas na China podem ser presos (foto representativa)

Desde a intensificação das regulamentações religiosas, especialmente nos últimos anos, reuniões cristãs fora do sistema oficial têm sido cada vez mais monitoradas e líderes frequentemente responsabilizados.

Como a perseguição impactou a vida de Jinyi?

A perseguição afetou não apenas o ministério, mas também a vida pessoal, emocional e espiritual de Jinyi.

Após a prisão do marido, ela ficou sozinha com dois filhos e sem meios imediatos de sustento. O choque foi profundo. Em suas palavras, “tudo desmoronou rapidamente”, refletindo a intensidade da ruptura vivida.

A prisão do marido impactou todas as áreas da vida de Jinyi (foto representativa)

O ambiente de vigilância constante também aumentou o medo. Jinyi sabia que qualquer contato poderia colocar outros em risco, o que intensificou o isolamento.

“Com vigilância em todos os lugares, até mesmo uma visita ou uma mensagem para mim poderia trazer perigo.”
— Jinyi

Essa realidade revela que a perseguição vai além de ações policiais: ela atinge relações, segurança emocional e a continuidade da missão cristã.

O que essa história revela sobre a Igreja Perseguida na China?

A história de Jinyi mostra que a igreja na China continua existindo, mas muitas vezes de forma clandestina, resiliente e sob pressão constante.

Mesmo diante da repressão, comunidades cristãs se organizam em pequenos grupos, frequentemente invisíveis aos olhos das autoridades. No entanto, o custo dessa escolha pode ser alto.

A China é o 17º país da Lista Mundial da Perseguição 2026, o ranking das 50 nações mais perigosas para cristãos

Alguns dos impactos que cristãos de igrejas domésticas clandestinas enfrentam são:

* separação familiar;
* perda de liberdade;
* e restrições severas à prática da fé.

Ao mesmo tempo, a perseverança desses cristãos reflete uma fé profundamente enraizada. Eles refletem a verdade bíblica anunciada em Lucas 12.32:

“Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar o Reino a vocês.”


A Portas Abertas segue ao lado de cristãos como Jinyi, oferecendo apoio, encorajamento e oportunidades para que a igreja continue firme. Ao conhecermos essas histórias, somos convidados a nos unir em oração e a lembrar que, em Cristo, nenhum sofrimento é desperdiçado e nenhuma igreja está verdadeiramente sozinha.

Mostre de maneira prática seu amor pela Igreja Perseguida na China com uma doação ao projeto de discipulado e treinamento da Portas Abertas. Ao contribuir com qualquer valor, você recebe a Revista Portas Abertas com testemunhos repletos de lições espirituais como a história de Jinyi. Torne-se um parceiro hoje.

Como orar pelas igrejas clandestinas na China?

* Ore por Jinyi e seus filhos, para que tenham provisão, proteção e consolo em meio às dificuldades.
* Interceda por Zhang, ainda preso, para que experimente a presença de Deus e seja fortalecido na fé.
* Clame pelas igrejas domésticas na China, para que permaneçam firmes e sábias diante da perseguição.
* Ore também pelas autoridades, para que haja justiça, sabedoria e abertura à liberdade religiosa.



A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.