segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Restos de 1400 judeus mortos no Holocausto são encontrados em valas na Bielo-Rússia

O local do sepultamento era procurado há décadas por pesquisadores.



FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE YNET NEWS


Ossos de vítimas encontrados em vala comum, em Luninets, Bielo-Rússia. (Foto: Bielorrússia 1/Ynet News)

Uma missão de busca que já dura décadas levou pesquisadores a um cemitério perdido, onde centenas de homens judeus foram presos e executados pelos nazistas, em agosto de 1941.

Os restos mortais de cerca de 1.400 judeus assassinados pelos nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, foram encontrados em uma vala comum na cidade de Luninets, na Bielo-Rússia.

“Durante décadas, procuramos o local de sepultamento dos homens e só na semana passada começaram os trabalhos de escavação onde os ossos foram encontrados”, disse Ilana Sela, que liderou a busca após a sepultura junto com seu falecido pai, Shlomo Alfiner, que cresceu na cidade.

Sapatos que foram encontrados na vala, junto aos restos mortais. (Foto: Bielorrússia 1/Ynet News)

Assassinatos de judeus

Sabe-se que os 1.400 homens, cujos restos mortais foram encontrados em Luninets, foram assassinados em agosto de 1941 por 300 algozes do Batalhão de Polícia nazista 306, cujo trabalho era realizar execuções em massa nas áreas ocupadas pelos alemães na União Soviética.

As escavações foram realizadas por membros da Unidade Forense do Ministério da Defesa do país, que até agora abriram duas das sete tumbas do local e exumaram os restos mortais de cerca de 150 pessoas enterradas ali, bem como dezenas de itens pessoais, incluindo pentes, sapatos, óculos e até dentaduras.

Até sua libertação em julho de 1944, mais de 16 mil civis foram assassinados pelo regime nazista no distrito de Luninets, localizado na região de Brest, na Bielo-Rússia. De acordo com relatos históricos, pelo menos 600 vítimas foram queimadas vivas, cerca de 200 das quais eram crianças.

Em 2019, as autoridades bielorrussas enterraram os restos mortais de mais de 1.200 vítimas judias do Holocausto, cujos restos mortais foram desenterrados na região de Brest também por construtores que encontraram a vala comum da era nazista durante as obras.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Mais de 8 mil cristãos adotaram costumes judaicos no Brasil, segundo estudo

Além de guardar costumes, a pesquisadora Manoela Carpenedo observa o aumento de cristãos brasileiros interessados em conhecer sua ascendência judaica.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO FORWARD


Brasileiros seguram a bandeira de Israel. (Foto: Silvia Izquierdo/AP)

Cerca de 8.000 cristãos passaram a observar costumes judaicos em todo o Brasil, de acordo com a pesquisadora Manoela Carpenedo, antropóloga e socióloga da religião que fez um estudo sobre a aproximação entre os evangélicos brasileiros com o judaísmo.

Seu estudo é detalhado no livro “Se Tornando Judeu, Crendo em Jesus: Evangélicos Judaizantes no Brasil” (no original em inglês: Becoming Jewish, Believing in Jesus: Judaizing Evangelicals in Brazil).

Entre as práticas judaicas observadas por cristãos, estão a guarda das festas judaicas, o shabat, estudo do hebraico, a comida kosher, a leitura do Talmude e da literatura rabínica.

Carpenedo observou que muitos evangélicos passaram a aderir rituais e símbolos judaicos, mas sem o interesse em se converter ao judaísmo. Ela explica que isso acontece por razões teológicas.

“Eles acreditam que podem contribuir para o cristianismo, reformando os tipos deformados de cristianismo encontrados no culto pentecostal, através do judaísmo”, disse ela em entrevista a Benjamin Ivry, publicada no The Forward, uma mídia judaica dos EUA. “Eles entendem o judaísmo de Jesus e tentam ser como Jesus, judeu.”

A pesquisadora observou que os cristãos poderiam se aproximar das práticas do Antigo Testamento se tornando “adventistas do sétimo dia” ou parte de uma “igreja pentecostal rígida”, mas acabaram se reconectando a Israel. “Por um lado, eles estão reformando o pentecostalismo por meio do judaísmo e, por outro, eles têm essa identidade étnica que desejam combinar e manter, como um avivamento e uma reforma”, avalia.

Genealogia judaica

Ela também observa o aumento de cristãos brasileiros interessados em conhecer sua ascendência judaica. Muitos passaram a pagar investigações genealógicas e exames de sangue para ver se sua família veio de judeus convertidos em Portugal, explica.

“Eles têm uma maneira urgente de entender a Bíblia e o judaísmo como algo conectado com o fim dos tempos. Eles estão de alguma forma ressuscitando seu judaísmo enquanto trazem outros cristãos a ele. Eles acreditam que no Brasil, todo mundo é de alguma forma judeu em certo nível. Então, sejam as pessoas 75% judias ou 5%, todos devem embarcar nisso e crer na Torá”, observa Carpenedo.

Por fim, a pesquisadora acredita que apesar da diversidade cultural do Brasil, o judaísmo está criando raízes entre as igrejas. “É um avivamento e reinvenção da religião. Algo está mudando no mundo cristão e o judaísmo está contribuindo para isso”, opina.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

China testa míssil hipersônico capaz de circular a Terra e deixa mundo em alerta

O teste que foi realizado em agosto foi mantido em segredo e surpreendeu as autoridades americanas.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE G1ATUALIZADO


Foguete Long March 5B decolando do Centro de Lançamentos de Wenchang, na China, em 29 de abril. (Foto: STR/AFP)

Ao testar um míssil hipersônico com capacidade nuclear que circulou a Terra, a China chamou a atenção de autoridades americanas. O planador estava armado com uma ogiva nuclear e foi lançado por um foguete do tipo Long March.

O míssil circulou a Terra em órbita baixa antes de descer em direção a um alvo, mas errou a meta em cerca de 38 quilômetros, conforme o jornal “Financial Times”. Mesmo assim, o teste surpreendeu as autoridades americanas.

O teste que ocorreu em agosto foi mantido em segredo, mas não é novidade que os chineses estão expandindo suas forças nucleares e que há uma grande chance de que estejam planejando “um jogo de arma de fogo”.

Tecnologia hipersônica

Além de Pequim, os Estados Unidos e a Rússia também trabalham no desenvolvimento de tecnologia hipersônica.

Difíceis de serem rastreadas, as armas hipersônicas em desenvolvimento por estes países são lançadas por um foguete ao espaço — a exemplo das naves utilizadas em missões espaciais.

Elas voam a cinco vezes a velocidade do som, orbitam a Terra com o próprio impulso e são manobráveis, podendo desviar a rota inicial. Por serem muito mais rápidos que os mísseis normais se tornam mais difíceis de se interceptar.

Imagem do teste de míssil hipersônico da Rússia, em 7 de outubro de 2020.
(Foto: Dilvulgação/Ministério de Defesa da Rússia/Reuters)

China nega que esteja fazendo testes

A China mostrou mísseis hipersônicos durante uma parada militar, neste ano. Ao ser questionada, na segunda-feira (18), durante uma coletiva de imprensa que o próprio governo chinês organizou para tratar da questão, o país negou que esteja fazendo testes.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse que um teste de rotina foi realizado em julho para verificar diferentes tipos de tecnologia de naves espaciais reutilizáveis.

“Não era um míssil, era uma espaçonave”, disse Zhao. “Os testes são muito importantes para reduzir o custo de espaçonaves”, defendeu ele.

Uma reportagem do jornal Financial Times sobre os testes havia gerado preocupação em Washington, onde as agências de inteligência foram pegas de surpresa. Ao ser confrontado sobre a reportagem, Zhao disse estar incorreta.

A reportagem, publicada no sábado (16), citou cinco fontes não identificadas que disseram que um míssil hipersônico foi lançado no meio do ano. “O teste mostrou que a China fez um progresso surpreendente em armas hipersônicas e estava muito mais avançada do que as autoridades americanas imaginavam”, dizia o texto do Financial Times.

China mostrou mísseis hipersônicos em uma parada militar, neste ano. (Foto: Getty Images)

Caminhando para uma guerra?

Após a publicação, o congressista americano Mike Gallagher disse que o episódio deveria servir como “chamado à ação” para os EUA. O republicano e membro do Comitê de Forças Armadas da Câmara, disse que se Washington mantiver sua abordagem atual, “perderá uma nova Guerra Fria com a China em dez anos”.

As relações entre os EUA e a China estão tensas, com Pequim acusando o governo do presidente Joe Biden de ser hostil. Outros países ocidentais também expressaram preocupação com as recentes demonstrações de poder militar da China.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Apple remove aplicativos da Bíblia em obediência ao sistema comunista chinês

O presidente-executivo da Apple foi acusado de hipocrisia por políticos nos Estados Unidos e por obedecer ao governo chinês, evitando criticá-lo publicamente.

Fonte: Guiame, Com Informações de Washington Examiner, BBCe CBN


Apple obedece ao Partido Comunista Chinês e remove aplicativos da Bíblia 
e do Alcorão. (Foto: AppAdvice)

Em cumprimento ao regime ditador chinês, no dia 8 de outubro a Apple removeu dois aplicativos que eram bem populares entre os chineses — o The Olive Tree Bible e o Quran Majeed. O primeiro é um aplicativo muito conhecido para baixar várias versões da Bíblia e o segundo é referente ao Alcorão.

As autoridades chinesas alegam que os aplicativos violam as leis que proíbem o uso de textos ou materiais religiosos.

De acordo com o Washington Examiner, a Olive Tree Bible Software foi informada durante o processo de revisão da App Store que “são obrigados a fornecer uma licença demonstrando a autorização para distribuir um aplicativo com conteúdo de livro ou revista na China continental”, explicou um porta-voz da Olive Tree.

“Como não tínhamos a licença e precisávamos aprovar a atualização do nosso aplicativo para os clientes, removemos nosso aplicativo da Bíblia da App Store da China. No momento, estamos revisando os requisitos para obter a licença necessária, na esperança de poder restaurar nosso app para a App Store da China e continuar a distribuir a Bíblia em todo o mundo”, disse ainda o porta-voz.

Relacionamento da Apple com a China

Conforme a CBN News, a Apple foi criticada por seu relacionamento com a China, já que os fornecedores da empresa foram acusados de depender de muçulmanos uigures que trabalham de maneira forçada.

“Ao obedecer à ordem do Partido Comunista Chinês de remover aplicativos da Bíblia e do Alcorão de sua plataforma na China, a Apple está permitindo a perseguição religiosa por lá, incluindo o genocídio em curso de muçulmanos uigures. Essa decisão deve ser revertida”, disse Edward Ahmed Mitchell, vice-diretor nacional do Conselho de Relações Americano-Islâmicas, um grupo de defesa dos muçulmanos com sede em Washington (EUA).

Ele acrescentou: “Se as corporações americanas não crescerem e enfrentarem a China agora, correm o risco de passar o próximo século subservientes aos caprichos de uma superpotência fascista”.

Censura e perseguição religiosa

A App Store também removeu aplicativos que tratam de tópicos considerados proibidos pelas autoridades chinesas. Entre eles estão o Dalai Lama, a Praça Tiananmen, o grupo religioso Falun Gong e o Tibete. O governo chinês dobrou suas medidas extremas nos últimos anos para reprimir os grupos religiosos no país.

Vale citar que a China é um dos maiores mercados da Apple e a cadeia de suprimentos da empresa depende muito da fabricação chinesa. O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, foi acusado de hipocrisia por políticos nos Estados Unidos, por falar abertamente sobre a política americana, mas permanecer calado sobre a China.

Conforme a BBC News, ele também é acusado de obedecer ao governo chinês quanto à censura e de não criticá-lo publicamente pelo tratamento que dispensa às minorias religiosas. Benjamin Ismail, diretor de projeto da Apple Censorship, disse: “Atualmente a Apple está sendo transformada no departamento de censura de Pequim.

Cristianismo sendo atacado

Em maio deste ano, o governo comunista desativou as contas do Christian WeChat, dizendo aos usuários que isso violava as “disposições de gerenciamento de serviços de informações de contas públicas para usuários da Internet da China” e que as contas haviam sido “bloqueadas e suspensas”.

Outros aplicativos da Bíblia foram eliminados da App Store da China e as versões impressas não puderam mais ser compradas online.

O Guiame publicou várias matérias sobre a repressão chinesa contra os cristãos, entre elas uma que mostra como o regime chinês está obrigando pastores a incluir a ideologia comunista em sermões e histórias bíblicas.

E o caso de cinco cristãos presos por participarem de uma conferência cristã na Malásia, no ano passado, onde os pastores Timothy Keller e D. A. Carson foram palestrantes.

De 2020 para cá, a perseguição aos cristãos na China se intensificou, com milhares de cristãos afetados pelo fechamento de igrejas e outros abusos dos direitos humanos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

‘Ele me acorda todas as manhãs’, diz mulher de 110 anos sobre sua vida com Deus

Viola Brown acaba de aniversariar e credita à fé em Deus ter conseguido superar guerras, pandemias e segregação.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN 

Viola Brown completou 110 anos em 4 de outubro de 2021. 
(Foto: Condado de Clark, Virgínia).

Viola Roberts Lampkin Brown sobreviveu ao pior dos tempos. Quando o “Titanic” afundou no Oceano Atlântico Norte em 15 de abril de 1912, ela era apenas uma criança. Ela ainda não tinha 3 anos quando a Primeira Guerra Mundial começou. Ela tinha 6 anos quando a pandemia de gripe começou em fevereiro de 1918. E quando tinha 7 anos, Brown trabalhava como doméstica com sua família em Clarke County, Virgínia, e passaria décadas vivendo em meio à segregação.

Brown, que nasceu em 4 de outubro de 1911, sobreviveu a tudo para comemorar seu 110º aniversário e, embora agora seja uma das pessoas mais velhas do mundo e não tenha sido vacinada, ela está confiando em Deus para mantê-la durante o

Pandemia de Covid-19, a doença mais mortal da história dos Estados Unidos.

Seu aniversário a empurrou para um clube exclusivo de adultos mais velhos com pelo menos 110 anos, conhecidos como supercentenários.

E ela credita sua fé em Deus como a fonte de sua longevidade.

“Ele me acorda de manhã. Ele me diz o que fazer. Eu não me preocupo com as coisas”, disse Brown em uma entrevista ao The Christian Post, em sua casa em Berryville, Virginia, onde ela viveu casada com um diácono e, após a viuvez, com um pastor, além de sua filha.

Vida de fé

A centenária Viola, que mantém uma rotina diária que inclui reflexão espiritual, agora se junta a um pequeno, mas extraordinário grupo de indivíduos conhecidos como supercentenários.

O sobrinho de Brown, Andrew Roberts, que adora sua tia-avó por seu estilo de vida contagiante, diz que também acredita que sua longevidade se origina em parte de sua vida exemplar de fé.

“Minha experiência pessoal não tem sido nada além de amor e alegria sempre que estou na presença dela. Nunca há um minuto em que Jesus não saia de seus lábios. ... Tudo o que ela fala e faz, ela honra e louva a Deus. Eu quero dizer tudo. Ela é literalmente [crente]”, disse Roberts à CP.

“Acho que uma das coisas, em termos de longevidade, tem a ver com sua fé. O estilo de vida [ela pratica]. Ela não deixa que muitas coisas a incomodem. Ela tem grande capacidade de tolerar o estresse ou apenas eliminá-lo na maior parte porque está centrada. Ela está centrada em algo maior do que ela”, acrescentou.

Roberts, junto com a filha de 79 anos de Brown, Vonceil Hill, a única filha viva (ela tinha dois), concorda que sua fé a manteve em paz perfeita, ela nunca precisou de medicamentos prescritos até os 101 anos.

“Ela nunca tomou nenhum medicamento prescrito até os 101 anos”, explicou Hill em uma entrevista à CP. “Eles a colocaram em uma dose baixa [medicação] para pressão alta”.

Antes disso, Viola vivia com uma dieta constante das Escrituras e alimentos incluindo feijão verde, batata e tomate que ela cultivou em um jardim que cuidou até os 100 anos.

Depois de um leve derrame em maio de 2020, seguido de uma queda no início deste ano, Viola desacelerou um pouco cognitiva e fisicamente. Ela agora precisa de aparelhos auditivos e de uma cadeira de rodas para se locomover. Mas ela pode orar por si mesma para andar de forma independente novamente, como fez em 1960.

Superando os desafios

Viola é a mais nova de 13 filhos e é a membro da família que vive há mais tempo. Quando ela e seus pais se mudaram para Clarke County em 1918, trabalharam na Fazenda Springfield como trabalhadores domésticos.

“Quando crianças, morávamos na fazenda e não tínhamos permissão para cruzar os trilhos da ferrovia”, lembrou ela em um longa-metragem de 2016 por Cathy Kuehner em The Winchester Star, que agora trabalha para Clarke County. “Eu servia nas mesas, esfregava o chão e lavava pratos.”

Em 1960, enquanto trabalhava para uma família na S. Church Street no centro de Berryville, um fogão explodiu e feriu as pernas de Viola. Os médicos pensaram que ela nunca mais voltaria a andar, mas a determinada senhora conseguiu.

“'Eu vou caminhar. Deus me disse que vou andar’. E com certeza, ela ficou em casa por cerca de seis meses ou um pouco mais e começou a andar'”, relatou sua filha sobre a persistência da mãe.

Ela revelou que sua mãe contaria mais tarde como lutou contra o câncer de ovário depois que seu falecido irmão foi diagnosticado com a doença.

“Eu não descobri até que meu irmão ficou doente. Ele estava com câncer e ela disse: 'Deixe-me dizer uma coisa: eu tive, não contei tudo a vocês'. Ela não contou a meu pai porque, disse: 'Eu podia vê-lo na rua contando às pessoas você sabe que minha esposa tem câncer.” E ela disse: “Eu não contei a ninguém”.

“E como o médico disse: 'Se você se preocupa com isso, é isso que afasta a maioria das pessoas'. Ela disse: 'Eu não me preocupei com isso. Eu coloquei nas mãos de Deus. 'E dessa vez, fazia 33 anos desde que ela teve, quando meu irmão adoeceu com câncer", explicou a filha Hill.

Seja o que for que sua mãe queira de Deus, Hill disse, ela a testemunhou conseguindo isso por meio da oração.

“Ela pede coisas a Deus e geralmente isso acontece”, disse Hill. “Ela ora com algumas pessoas que estão doentes [e elas melhoram].”

Testemunho na família

Hill também explicou como a fé de sua mãe mudou em sua própria vida.

“Tive uma filha que se meteu com as drogas e recebeu uma pena [na prisão]. E ela disse: 'Deus me mostrou que ela está saindo.' Eles deram a ela [uma] prisão perpétua mais 30 anos. E ela nos disse que viu este papel [em uma visão] ... que ela seria livre. E com certeza, ela saiu depois de 11 anos”, disse Hill, que, ao contrário de sua mãe, toma medicamentos para hipertensão, colesterol e diabetes.

Brown é membro da Igreja Batista de Zion de Berryville, que fica ao longo da Josephine Street, na parte historicamente negra da cidade, agora conhecida como Josephine City Historic District. Sua casa também fica ao longo da Josephine Street e fica a menos de cinco minutos a pé da igreja.

Desde a pandemia, ela não passou muito tempo pessoalmente com sua congregação, mas Hill disse que sua mãe era muito ativa na igreja durante sua juventude.

“Estávamos na igreja de manhã à noite. Ela organizou a escola dominical lá. Ela costumava bater na porta de todos que tinham filhos e perguntava se ela poderia pegar seus filhos ou alguém da igreja poderia pegar seus filhos”, disse Hill. “Ela era uma das diaconisas da igreja; ela foi tesoureira por 34 anos. Mas ela tem sido uma ótima mentora. Eu acredito que você precisa de Deus em sua vida para passar o dia”.

Salmo 27

Viola adora falar sobre sua passagem bíblica favorita, o Salmo 27. “Ela fala sobre o Salmo 27. Essa é a passagem favorita dela”, disse Roberts.

“O impacto dela é a personificação do amor, mesmo que fiquemos aquém. É esse espírito que o faz continuar porque ela sempre vai te lembrar. Seja óbvio ou aberto, é apenas quem ela é. Você automaticamente se sente bem quando está perto dela. Ela tem essa energia positiva, essa energia cheia de espírito", declarou o sobrinho.

Roberts disse que sua tia-avó sofreu um leve derrame no ano passado, dias depois que sua filha mais velha faleceu, com cerca de 30 anos. Ela teve que ir ao hospital para tratamento, mas não demorou muito.

“Ela foi para o hospital. Ela odeia hospitais. Ela queria ir para casa e saiu em três dias”, disse Roberts.

“Ela não estava completamente normal [depois disso]”, continuou ele. “Ela perdeu muito em termos de cognição um pouco e às vezes esquece. Mas eu digo a ela: ‘Tia Viola, não se preocupe com isso’. Ela olha para mim e diz: ‘Às vezes eu esqueço meu nome.’ Eu digo: ‘Tudo bem, tia Viola. Nós sabemos quem você é.'"

Hoje em dia, Viola Brown gosta da visita de seus amigos e familiares, incluindo seus oito netos, oito bisnetos e três tataranetos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Tribunal autoriza judeus a orar na Esplanada das Mesquitas, desde que seja “em silêncio”

Normalmente, os judeus se concentram em frente ao Muro das Lamentações, mas alguns decidiram orar escondidos em local proibido.


FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE FRANCE PRESSE

O rabino Yehudah Glick orando no Monte do Templo, em agosto de 2021, enquanto um policial patrulhava nas proximidades. (Foto: Amit Elkayam/The New York Times).

O Tribunal Israelense determinou, na terça-feira (5), que os judeus podem orar na Esplanada das Mesquitas, desde que permaneçam em silêncio. A decisão gerou descontentamento nos palestinos e os países muçulmanos disseram que “é uma violação ao terceiro local mais sagrado do islã”.

Durante décadas, essa é uma questão polêmica entre os dois povos. Entre as confusões, está o caso do rabino Arié Lippo, que foi detido por policiais, em 29 de setembro, porque orava em silêncio no Monte do Templo, nome dado à Esplanada das Mesquitas pelos judeus.

A polícia israelense proibiu o homem de visitar o local por duas semanas e estava controlando as entradas do templo, chamado de Nobre Santuário pelos muçulmanos. O local é administrado pelo Waqf, um órgão dependente da Jordânia, que também abriga a Cúpula da Rocha e a mesquita Al-Aqsa.

Para Israel, o grande pátio também é considerado um dos lugares mais sagrados no judaísmo, já que o local abrigou os dois últimos Templos, construídos antigamente pelos hebreus.

Outras polêmicas

Depois que o governo de Israel permitiu, discretamente, que um número de judeus cada vez maior, reze no Monte Sagrado, o rabino Yehudah Glick ficou conhecido por fazer uma transmissão ao vivo orando no local.

Há décadas o ex-deputado de direita, nascido nos Estados Unidos, tem liderado uma batalha pelo direitos dos judeus orarem no Monte do Templo, o que ele considera uma questão de liberdade religiosa.

Já para Ehud Olmert, ex-primeiro-ministro israelense, a mudança pode agravar a instabilidade em Jerusalém Oriental e ocasionar um conflito religioso. “É um lugar sensível. E locais sensíveis como este, que têm um enorme potencial de explosão, precisam ser tratado com cuidado”, ponderou Olmet.

Oficialmente, o governo de Israel permite que não-islâmicos entrem no Monte do Templo todos os dias pela manhã, com a ressalva de não orar no local. Apesar de não existir nenhuma lei que registre a proibição, judeus que tentaram adorar no Monte foram historicamente repreendidos e retirados pela polícia.

Casos judiciais

O rabino Lippo — que confessou orar no local proibido, em silêncio, todos os dias — chegou a entrar com um recurso de apelação. Na terça-feira (5), a juíza Bilha Yaalom, do Tribunal de Magistrados de Jerusalém, revogou a decisão da polícia, que o impedia de permanecer na Esplanada das Mesquitas.

"O demandante reza em silêncio em um canto, sem público ao redor. Não vejo o porquê de representar um perigo para a ordem pública como afirma a polícia", declarou a juíza em seu veredito depois de ver os vídeos apresentados pelas autoridades.

Os judeus religiosos, às vezes, provocam incidentes ao orarem na Esplanada, após subirem lá como simples visitantes. Isso cria tensões com os fiéis palestinos muçulmanos, que temem que Israel tente alterar as normas de acesso ao local sagrado.

A Organização de Cooperação Islâmica (OCI), com sede na Arábia Saudita, classificou nesta quinta-feira a decisão "ilegal" do tribunal israelense como um "ataque sem precedentes sobre os direitos inalienáveis dos muçulmanos".

sábado, 9 de outubro de 2021

Especial: A perseguição às crianças cristãs

Entenda as principais formas em que a perseguição às novas gerações acontece


Fonte: Portas Abertas

Crianças da Nigéria estão expostas a todo tipo de perseguição: desde a morte de seus pais, por grupos extremistas, 
até sequestro e aliciamento para participar dos grupos. Créditos: Portas Abertas

Atualmente, mais de 340 milhões de cristãos são perseguidos em todo o mundo. Além de homens e mulheres lidarem com a pressão por não abandonarem o evangelho, jovens e crianças também lidam com a perseguição religiosa. Em comemoração ao Dia das Crianças, que acontece no dia 12 de outubro, nos próximos dias a Portas Abertas irá trazer dados e histórias de pequenos que já entendem o preço de seguir a Jesus.

De que maneira as crianças são perseguidas?

Ambientes educativos e negação ou restrição à educação é a forma mais comum de discriminação enfrentada pelas crianças e jovens cristãos. O isolamento, a identidade e a violência, são as principais formas de perseguição aos jovens que seguem a Cristo. Entenda mais sobre cada uma desses aspectos abaixo.

Isolamento: As crianças e jovens são alvo da perseguição através da pressão que os isola da família e comunidade. Esse isolamento acontece principalmente através do sequestro. Dados da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2021 mostraram que o sequestro de jovens e crianças acontece em 46% dos países do top50. No entanto, também existem outras formas de isolamento, como negar acesso a materiais e ensinamentos cristãos, os proibindo de frequentar igrejas. Esse isolamento serve para separar crianças e jovens de fontes de educação religiosa cristã, mas também podem causar danos mais amplos.

Identidade: Por pressão das autoridades e líderes de outras religiões, muitas crianças não têm acesso a uma identidade. Os pais não podem registrar os filhos como cristãos, principalmente se os pais antes pertenciam a outras religiões. Os jovens têm a identidade legal como cristãos negada e são registrados com outras religiões.

Violência: Muitas crianças e adolescentes enfrentam perseguição de maneira violenta, como casamento forçado, morte, violência física e psicológica, violência sexual e até violência verbal. De acordo com um relatório recente da ONU, metade das crianças em todo o mundo sofrem violência todos os anos, seja ela online, offline, em comunidades, nas escolas e até mesmo nas casas. Cerca de 32% dos países da LMP 2021 registram que crianças e jovens foram mortos por causa da fé ou por pertencerem a uma comunidade ou família cristã.

Um jovem cristão "sem identidade"

Matti nasceu em uma família cristã no Iraque e os pais dele se divorciaram quando ele e o irmão ainda eram pequenos, e a mãe se casou novamente com um muçulmano. De acordo com a lei, Matti e o irmão são automaticamente muçulmanos porque um dos pais se converteu. Os pais dele acabaram se casando novamente e o jovem foi abandonado pelos pais e passou a viver com a tia até os 25 anos.

Ele queria se casar com uma jovem também cristã, mas a família da moça o rejeitou, porque os documentos dizem que ele é muçulmano e, por lei, os filhos dele também seriam classificados como muçulmanos. Isso aconteceu duas vezes com o cristão e agora, com 45 anos, Matti está muito triste por não ser capaz de ter a própria família e passar a fé cristã que é tão importante para ele.

Onde as crianças são mais perseguidas?

Confira as regiões mais hostis aos jovens e crianças cristãs

O contexto sociocultural e regional também influencia a perseguição de crianças e jovens. Como a principal maneira de perseguição às crianças acontece por meio da educação, você vai entender como a vida estudantil dos jovens é em cada região do mundo.


Como é a perseguição às crianças na África?

Na África Subsaariana ocorrem as taxas mais altas de perseguição aos jovens e crianças. Os principais tipos de perseguição são as formas de violência (sexual, física, psicológica), casamento forçado e sequestro. Grupos extremistas se aproveitam da falta de proteção das comunidades para atacar os mais vulneráveis, como é o caso das crianças. Com as fragilidades trazidas pela pandemia da COVID-19, grupos extremistas exploraram ainda mais as vulnerabilidades de comunidades em todo o continente.

Como é a perseguição às crianças na Ásia?

As autoridades e a maioria religiosa nos países da Ásia são os principais canais de perseguição dos jovens. Crianças cristãs têm as identidades negadas, devido ao registro automático de recém-nascidos como a maioria religiosa do país. Os pais cristão não têm a opção legal de registrar os filhos como cristãos.

Isso não específico é para uma religião. Um parceiro em Mianmar diz que "os cristãos são automaticamente retratados como budistas no país. Todos os cristãos ex-muçulmanos são registrados como muçulmanos, então as crianças também são automaticamente registradas como muçulmanas. Enquanto na Índia, os filhos de pais cristãos são frequentemente registrados como hindus. Na Malásia, há vários casos judiciais em que os pais se divorciaram, o pai voltou às práticas islâmicas, recebendo a custódia das crianças e elas, automaticamente, foram registradas como muçulmanas.

Como é a perseguição às crianças na América Latina?

Existem apenas dois países da América Latina na Lista Mundial da Perseguição 2021: Colômbia e México. Portanto, poucas conclusões podem ser tiradas sobre a região apenas a partir desses dados. Os dados são provenientes dos 74 países, que compõe a Lista Mundial da Perseguição e a Lista de Países em Observação, incluindo seis da América Latina. Grupos criminosos dos países recrutam à força meninos e adolescentes cristãos que, então, enfrentam violência física, psicológica e verbal. Para evitar esse recrutamento, os meninos podem ser forçados a fugir de casa por segurança.

A perseguição por meio da educação

O acesso à educação é negado a crianças e jovens cristãos de várias maneiras. Nem todos são dispensados da escola formalmente; em vez disso, o assédio pode ser tão grave que eles são forçados a deixar os estudos. Se um pai perder o emprego por causa da fé, a escola pode se tornar inacessível, e os filhos podem tem que trabalhar. Níveis graves de violência também podem interromper o acesso à educação.

Duas irmãs no Laos, de 12 e 14 anos, foram intimidadas pelos colegas de classe por serem cristãs e pelo pai ter sido preso por causa da fé. Elas foram chamadas de filhas de Yesu (Jesus). Isso deveria ter sido um rótulo honroso, mas, em vez disso, carregava a certeza da rejeição. Elas decidiram interromper os estudos porque elas não suportavam mais a exclusão e a violência verbal dos demais estudantes.

Discriminação e preconceito por meio da educação são ferramentas poderosas de perseguição. Nos países da LMP 2021, 98% das crianças e jovens cristãos enfrentam discriminação e assédio em ambientes educacionais. O preconceito aparece no ensino anticristão, isolando crianças e jovens que seguem o evangelho. Aqueles que têm autoridade dentro dos sistemas de educação podem usar a influência para tornar os cristãos indesejáveis naqueles locais. Isso inclui não só os alunos, mas também professores e líderes escolares.

Na Colômbia, os alunos indígenas recebem uma educação que promove as tradições ancestrais. Esta situação exerce forte pressão sobre famílias cristãs indígenas, especialmente as que moram em áreas distantes e as escolas são a única opção de acesso à educação. Famílias indígenas cristãs lutam contra a situação e, muitas vezes, optam por não enviar os filhos à escola, o que limita as possibilidades futuras. Se eles tentarem acessar a educação em escolas públicas distantes da área indígena, as autoridades recusam a admissão dos cristãos ou os restringem de deixar a área.


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