segunda-feira, 25 de maio de 2026

Me senti injustiçado dentro da igreja... mas tudo não passava de uma desculpa

Dominado pelo orgulho e pela mágoa, o barbeiro Rogério da Silveira Dias, de 53 anos, se afastou de Deus e acabou entrando em um caminho que ele jamais imaginou percorrer. O que aconteceu depois vai te surpreender


Colaborador
Camila Dantas / Fotos: Cedidas


Há trocas que parecem vantajosas, mas, com o tempo, revelam-se os piores negócios da vida. É como trocar ouro por bijuteria. No início, tudo brilha, chama atenção e parece melhor. Mas, com o passar dos dias, a tinta descasca, o brilho se apaga e, então, surge a consciência de que algo precioso foi entregue por aquilo que não tem valor.

Assim, muitos têm feito com a própria vida espiritual: trocaram o Altar de Deus pelos “altares” deste mundo, movidos por mágoas, injustiças ou pela própria vontade, entregando-se a escolhas pessoais.

No começo, parecia liberdade, até uma sensação de justiça. Mas o tempo revelou a verdade e veio a perda da paz, da alegria e da comunhão com Deus.

O que parecia amor tornou-se vazio, a liberdade transformou-se em prisão da alma. O orgulho, a mágoa e o sentimento de injustiça afastaram muitos do único lugar onde poderiam encontrar cura e respostas. E, com o tempo, restaram a culpa e as vozes ecoando no interior: “você foi longe demais”, “não há mais solução”, “depois de tudo o que fez, Deus não vai te aceitar”.

Contudo, existe uma outra voz que insiste em chamar: “Volta”. Essa é a voz do Espírito Santo, que não deve ser ignorada. Afinal, e se não houver outra oportunidade de ouvi-Lo? Como alerta o Senhor Jesus em Lucas 12:20: “Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?”.

Durante duas décadas, o barbeiro Rogério da Silveira Dias, de 53 anos, viveu como esse “louco” descrito por Jesus. Afastado da presença de Deus, ele enfrentou os piores momentos de sua vida. Confira!

O afastamento


Após quatro anos na Igreja Universal, fui levantado a auxiliar de pastor. Servia de todo o coração, movido por um único propósito: ganhar almas. Contudo, um ano e meio depois, enquanto estava em Goiás, enfrentei situações e mal-entendidos que me fizeram sentir injustiçado. Dominado por esse sentimento, decidi deixar a função. Voltei a ser obreiro, mas passei a me enxergar como vítima. Espiritualmente, eu já estava caído. Alimentei mágoas contra a direção da Igreja e contra um bispo, permitindo que o orgulho e o próprio senso de justiça ocupassem o lugar da fé.

Um sentimento destruidor


Um mês após ter retornado como obreiro, decidi sair da Igreja. Não foi aos poucos; mergulhei de cabeça no mundo. Na prática, porém, eu já havia me afastado da presença de Deus no momento em que permiti que a mágoa entrasse no meu coração. Esse sentimento foi corroendo meu interior e criando um vazio profundo na alma. Fiz várias tentativas de preenchê-lo, mas sempre incapazes de suprir o que realmente me faltava.

Ele se viu perdido


Assim, comecei a beber muita cerveja. Logo, passei para a cachaça e outros destilados. Em pouco tempo, experimentei a maconha e, quando já não surtia o efeito desejado, eu recorri à cocaína e, depois, ao crack. O fruto do meu trabalho passou a ser consumido pelos vícios. Deixei de ser um homem provedor dentro de casa. Já não me importava com minha esposa nem com minha filha; tornei-me indiferente e, muitas vezes, agressivo. Minha vida passou a girar unicamente em torno das drogas. Para sustentar o vício, cheguei ao ponto de roubar o cofre da minha própria filha e até a oferta que minha esposa havia separado no envelope.

Um lixo humano


Dominado pelo vício, eu saía de casa repetidas vezes e passava dias fora. O vazio profundo tomava conta do meu interior. Nada mais me importava, nem mesmo a minha própria vida. Sem rumo, eu apenas seguia para onde as drogas me levavam. Eu me enxergava como um lixo humano. Vivia pelas ruas, como os ratos, passando noites seguidas sem dormir. Cheguei a pesar 45 quilos e tive duas overdoses. Já não havia mais identidade em mim.

Ouvia, ensinava, mas não praticava


Naquele período da minha vida, ficou evidente que tudo o que eu havia aprendido da Palavra de Deus (como obreiro, pastor e membro) havia sido edificado sobre a areia. Eu não vivia aquilo que eu pregava. Fui dominado por sentimentos que me consumiram e decidi não perdoar; nem aos outros, nem a mim mesmo. Assim, tornei-me espiritualmente cego e completamente perdido.

A cracolândia passou a ser sua casa


Eu tinha consciência do sofrimento que causava à minha família. Depois do trabalho, ia para a cracolândia. Quando voltava, estava sempre sujo, com mau cheiro e completamente debilitado. Passava dias sem me alimentar e sem tomar banho. Lembro-me de minha filha pedindo para que eu tomasse banho e escovasse os dentes. Mesmo assim, eu resistia. A situação chegou a um ponto em que minha esposa trancou as portas de casa. Mas, subi até o segundo andar, pulei a janela e fui direto para a cracolândia.

Mágoa de Deus

Eu carregava a culpa, mas o orgulho falava mais alto. Não aceitava ajuda nem queria voltar à Igreja. Quando minha esposa me convidava para uma reunião, ou ao passar em frente a uma igreja, tudo o que eu havia vivido vinha à mente, e a raiva de ter sido injustiçado latejava em mim. Alimentava a mágoa até de Deus, dizendo que Ele nunca havia me ajudado. Sem perspectiva, comecei a desejar a morte e a tirar fotos e gravar vídeos, como se estivesse registrando o meu fim.

A tentativa de resgate


Após muitos anos, em meados de 2017, minha esposa comentou que aquele mesmo bispo, por quem eu alimentava mágoa, iria visitar nossa casa. Durante a conversa, ele me perguntou o que havia acontecido e por que eu tinha me afastado. Olhei em seus olhos e respondi: “por sua culpa”. Ele se surpreendeu e, com humildade, pediu que eu o perdoasse. Em seguida, fez uma oração por mim, e naquele momento senti um grande alívio. Ainda assim, não aceitei o convite para voltar, mas algo havia sido plantado dentro de mim.

A decisão de voltar


Em novembro do mesmo ano, após mais de 20 anos longe da presença de Deus e já cansado de todo o sofrimento, compreendi que realmente precisava d’Ele. Também entendi que a culpa nunca foi de Deus, pelo contrário, Ele sempre tentou cuidar de mim, até mesmo antes de eu deixar de ser obreiro. Foi então que decidi voltar aos pés do Senhor Jesus.

Os 4 bloqueios de quem se afastou

Talvez você tenha se enchido de dúvidas e criado barreiras que o impedem de voltar para Deus. Esses bloqueios costumam se manifestar por meio de pensamentos como:

• “Estou afastado da igreja, mas não de Deus”: justificativa comum logo após deixar a frequência à igreja.
• “Se eu voltar, vão me olhar ou me julgar”: vergonha e medo da reação das pessoas.
• Dificuldade de dar o braço a torcer: orgulho que impede de admitir que nunca deveria ter se afastado.
• “Não tem mais jeito para mim”: sentimento de culpa por achar que decepcionou a Deus.

Contudo, nenhum desses pensamentos expressa a verdade. Todos são confrontados por uma única promessa bíblica: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10).

Saber não basta: é preciso obedecer


Muitos conhecem a Palavra de Deus e sabem o que precisa ser feito: perdoar, voltar, abandonar hábitos, reconhecer erros e recomeçar. O verdadeiro desafio, porém, começa quando chega o momento de colocar tudo isso em prática.

Isso porque obedecer a Deus exige renúncia. Confronta o orgulho, mexe com o ego, tira da zona de conforto e leva a pessoa a contrariar a própria vontade. É justamente nesse ponto que muitos travam.

Assim, o problema não está na falta de entendimento, mas na disposição de obedecer. A verdadeira mudança acontece quando a pessoa deixa de apenas saber o que é certo e decide viver de acordo com a vontade de Deus.

Arrependimento e entrega sincera


Naquele mesmo dia, me batizei nas águas, reconheci os meus erros e entendi que também fui injusto com Deus. Compreendi que, para recomeçar, é preciso liberar perdão e se perdoar. Fiz, então, uma oração sincera, de verdadeiro arrependimento.

Ainda naquele mês, participei de uma Vigília ministrada pelo bispo de quem eu havia guardado mágoa. Lá, me entreguei por completo, deixando para trás tudo o que fui e vivi. Busquei o Espírito Santo, recebi o Novo Nascimento e, por meio d’Ele, recuperei a pureza de coração e a fé que havia perdido.

Ele foi perdoado e perdoou


O bispo que foi até a minha casa, que me pediu perdão e me convidou a voltar para Jesus, ainda não havia presenciado a concretização do meu resgate. Em uma ocasião, ao visitar o templo da Universal que frequento, tive a oportunidade de falar com ele. Dessa vez, fui eu quem pediu perdão. Ele se alegrou muito ao me ver e me recebeu com um abraço.

Restaurado para viver e servir


Fui transformado. Não tenho mais necessidade de usar drogas; só de pensar nelas ou sentir o cheiro de bebida já me causa náuseas. Carrego a certeza da salvação e a paz na alma. Hoje consigo ser um bom marido e um bom pai. E tenho o privilégio de voltar a servir a Deus como obreiro, ao lado da minha esposa, Silvania, e da minha filha, Andy, no Solo Sagrado, no Rio de Janeiro (RJ).

O tempo de recomeçar é agora!

Para Rogério, ainda houve tempo de voltar. Mas, e para você? Talvez você tenha adiado essa decisão, alimentando pensamentos como: “depois eu me acerto com Deus”, ou “um dia eu volto”. Mas, e se esse “depois” nunca chegar?

Deus está lhe dando uma nova oportunidade. Afinal, a pior decisão não foi ter se afastado d’Ele, mas permanecer distante, mesmo ouvindo o Seu chamado.

Deus sabe de tudo o que você viveu. Ele não foi o causador das dores que enfrentou nem das injustiças que sofreu. Mas, deseja curá-lo e restaurar cada ferida.

Por isso, espera o seu retorno com alegria, como está escrito: “(…) Vivo Eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva” (Ezequiel 33:11). E também: “Eu, Eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de Mim, e dos teus pecados não Me lembro” (Isaías 43:25).

Não adie mais! No próximo domingo, dia 31 de maio, esteja em uma Universal e reconcilie-se com Ele.
Saiba mais

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terça-feira, 21 de abril de 2026

Para a fé não existe barreira cultural: ações sociais levam transformação às comunidades indígenas

No Dia dos Povos Indígenas, iniciativas da Igreja Universal unem ação social e espiritual, levando esperança a diferentes etnias do país

Fontee:  Colaborador
Redação / Fotos: Cedidas


No Brasil, a fé tem ultrapassado barreiras geográficas, culturais e sociais para cumprir um propósito maior: alcançar vidas. E, especialmente no Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, esse compromisso se tornou ainda mais evidente por meio das diversas ações sociais realizadas em comunidades indígenas de Norte a Sul do país.

A fé que chega com respeito e transformação

Antes de tudo, é importante destacar que o trabalho realizado junto aos povos indígenas respeita suas culturas, histórias e tradições. Ao mesmo tempo, a fé cristã é apresentada de forma simples e acessível, como quem bate à porta e pede licença para entrar.

Assim, voluntários da Igreja Universal têm levado não apenas apoio material, mas, principalmente, a Palavra de Deus — que, segundo a Bíblia, é capaz de transformar vidas de dentro para fora.


“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)

Essa direção tem sido vivida na prática, especialmente neste Ano do IDE, que reforça a importância de anunciar o Evangelho sem distinção.


Ações que alcançam diferentes regiões

Em Marabá, no Pará, por exemplo, uma obreira indígena esteve na Aldeia Sororó, onde realizou uma oração especial, levando palavras de fé e acolhimento aos moradores da comunidade.

Além disso, no Tocantins, voluntários de Palmas visitaram a tribo indígena Karerú, no município de Tocantínia. Na ocasião, cerca de 100 Bíblias foram entregues — um gesto simples, mas que representa o acesso à Palavra de Deus para muitos que ainda não a conheciam.

Da mesma forma, no estado de Mato Grosso, ações sociais têm alcançado aldeias em regiões mais afastadas, levando atendimento, doações e, sobretudo, a mensagem de fé. Voluntários percorrem longas distâncias para chegar até essas comunidades, reforçando o compromisso de não deixar ninguém sem acesso à Palavra.

Já em Roraima, o trabalho também tem se destacado. Além das visitas frequentes às comunidades indígenas, há a realização de encontros de fé, orações e acompanhamento espiritual, fortalecendo aqueles que enfrentam desafios sociais e emocionais em regiões muitas vezes isoladas.

Presença constante em regiões indígenas

Um dos exemplos mais marcantes desse trabalho é o município de São Gabriel da Cachoeira, localizado no noroeste do Amazonas. Conhecido por ser o município mais indígena do Brasil, mais de 90% de sua população é composta por 23 etnias diferentes.

Ali, a Igreja Universal mantém presença ativa, com visitas frequentes, núcleos de oração e ações sociais. Inclusive, as reuniões contam com tradução do português para dialetos indígenas, garantindo que a mensagem seja compreendida por todos.

Além disso, por meio do projeto Unisocial e de grupos voluntários, são oferecidos auxílio material e espiritual, reforçando o cuidado integral com as comunidades.

Quando a Palavra encontra um coração aberto

Por outro lado, o impacto dessas ações vai além do momento da visita. Ele se reflete em histórias reais de transformação.

Como é o caso de Kate, uma jovem da comunidade de Canauanim, em Roraima. Ela nunca havia ouvido falar do Espírito Santo. No entanto, ao ter o primeiro contato com a Palavra, algo despertou dentro dela.

E, quando finalmente recebeu o Espírito Santo, experimentou uma paz que, segundo seu relato, não se explica — uma paz que preenche e acalma a alma.

Esse é o resultado do Ano do IDE: vidas que antes não tinham acesso à fé agora têm a oportunidade de conhecer e viver uma transformação verdadeira.



Um chamado para todos

Portanto, mais do que ações pontuais, esse trabalho representa um chamado. A ordem de levar o Evangelho é para todos — independentemente de posição, lugar ou condição.

Afinal, não se trata de mudar culturas, mas de alcançar corações. Porque onde há um coração disposto, Deus faz morada, transforma e cuida.

E você, tem vivido esse propósito?

terça-feira, 14 de abril de 2026

O que descobrimos no lado oculto da Lua


Se você fizesse hoje uma expedição a esse lado, o que encontraria que ainda explica o seu  comportamento atual

Fote:  Colaborador
Por NO ALVO/ Foto: istock


A missão Artemis II marcou o retorno histórico do ser humano à órbita lunar.

A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas testaram os sistemas de voo em um sobrevoo completo pela Lua — inclusive pelo seu lado oculto, que nunca vemos da Terra

Isso aponta um desejo forte no ser humano: o de explorar. De ir além. De descobrir o que ainda está escondido.

Mas existe um contraste

Enquanto tenta desvendar o espaço, muitas vezes ignora o seu próprio “lado oculto”.

A forma como reagimos, amamos e enxergamos a nós mesmos costuma ser influenciada por experiências vividas lá atrás, na infância.

A necessidade de controle pode vir de uma história marcada por insegurança;
O medo da rejeição pode ser reflexo de abandonos vividos no passado;
O silêncio no casamento pode nascer de uma infância em que o diálogo não existia;

Reflexão da semana

Se você fizesse hoje uma expedição ao lado oculto da sua história, à sua infância… o que encontraria que ainda explica o seu comportamento atual?

Por fim, depois que você descobrir, saiba o que fazer com essa informação aqui.

Nunca é tarde para aprender: idosos dominam smartphones em projeto social

Grupo Calebe oferece aulas que transformam a relação da melhor idade com a tecnologia. Veja

Fonte:  Colaborador

Rafaella Rizzo / Fotos: Cedidas


Em um mundo cada vez mais digital, tarefas simples do dia a dia — como marcar uma consulta, falar com a família ou até acessar serviços bancários — passaram a depender do uso de smartphones. Para muitos idosos, essa realidade representa um desafio constante. A dificuldade em acompanhar a velocidade da tecnologia, somada ao medo de errar ou de “quebrar” o aparelho, acaba afastando esse público de ferramentas que poderiam facilitar — e muito — a rotina.

Dentro de casa, a situação nem sempre é mais fácil. Filhos e netos, apesar da boa intenção, muitas vezes não têm paciência ou tempo para ensinar com calma, o que gera frustração de ambos os lados. O resultado é um sentimento de dependência e exclusão digital que pode impactar até a autoestima dessas pessoas.
Projeto Educar, do Calebe


Diante desse cenário, o Grupo Calebe se propôs a ensinar idosos a utilizar smartphones. Mais do que explicar funções básicas, o projeto oferece autonomia, confiança e inclusão, ajudando esse público a se reconectar com o mundo ao seu redor — e com as pessoas que ama.

Na Universal de São Luís, no Maranhão, as aulas acontecem duas vezes por semana e já reúnem 15 idosos.

“O projeto Educar tem o objetivo de promover a inclusão digital na melhor idade. Me sinto honrada e privilegiada, pois tenho todo o cuidado para orientar e explicar de forma especial. É uma experiência que desperta sentimentos profundos de propósito e realização. Embora cada dia traga um desafio novo, o impacto emocional dessa troca é sempre transformador”, relata a voluntária local Gabriella Rodrigues.

Quem participa, diz:

“Gosto muito das atividades do grupo, estou me desenvolvendo bem no curso de Smartphone. Tinha muita dificuldade de usar o telefone, especialmente a internet, mas estou aprendendo muito e quero aprender ainda mais”, conta Odessa Feitosa, de 77 anos.

“O curso de Smartphone foi muito importante para mim, trouxe novos conhecimentos, finalmente aprendi a usar os aplicativos”, fala Patiomar, de 68 anos.

“Já aprendi muito no Projeto Educar, mal sabia ligar o aparelho e mandar uma mensagem. Agora já sei usar os aplicativos, mandar mensagens, fotos. Todos são bem-vindos para aprender com a gente”, exclama Maria das Graças Pinto.

Saiba mais sobre o Calebe

O grupo é formado por voluntários que dedicam tempo e carinho para cuidar das pessoas da melhor idade. Ali os idosos recebem atenção, fé, apoio emocional, visitas a lares, hospitais e abrigos, além de participar de atividades físicas, palestras, oficinas e encontros especiais.

Ademais, por meio dessas iniciativas, o grupo fortalece sua missão de levar esperança e dignidade aos idosos. Além de divulgar o trabalho voluntário que transforma vidas em todo o país.

Por fim, saiba como participar do Grupo Calebe em uma Universal mais próxima de você.

domingo, 29 de março de 2026

Como estão os cristãos um ano após terremotos em Mianmar

Veja como sua ajuda tem socorrido cristãos perseguidos birmaneses


Em 28 de março de 2025, terremotos deixaram um rastro de destruição em Sagaing e Mandalay

Hoje, um ano após o desastre que abalou Sagaing e Mandalay, cristãos seguem lutando para reconstruir a vida e compartilhar a esperança em Cristo, mesmo em meio ao trauma e à perseguição. Os terremotos em Mianmar deixaram muitos cristãos desabrigados, mas com o apoio da igreja brasileira, a igreja birmanesa está encontrando esperança em meio aos escombros.


Um minuto pareceu uma eternidade

O epicentro do terremoto em Mianmar aconteceu no município de Sagaing, na divisão de Sagaing. Segundo crenças supersticiosas locais, “foi como a lendária serpente da terra cavando o solo, movendo-se de Nyapyitaw para Sagaing”.

O terremoto devastou a região, trazendo destruição e morte. Ele chacoalhou não apenas prédios, mas também o coração, a fé e as crenças de milhares de cristãos.

“A terra tremeu, balançou e depois sacudiu. Um minuto pareceu uma eternidade. Mas percebi que Deus deve ter um plano através desse desastre” —pastor Joshua, parceiro local da Portas Abertas em Mianmar

Um ano após o forte terremoto que atingiu Sagaing e Mandalay em 28 de março de 2025, os cristãos em Mianmar seguem enfrentando desafios profundos. Entre perdas, traumas e destruição, o testemunho do pastor Joshua revela como, mesmo em tempos de crise, Deus tem aberto portas para que o amor de Cristo alcance vidas.


A igreja ia desabar, mas todos estavam vivos

Durante um treinamento de preparação para perseguição em uma remota aldeia no Norte de Mianmar, o pastor Joshua ouviu o grito desesperado de Lin*, um morador da região, que correu para avisar que Sagaing e Mandalay haviam sido devastadas.


Edificação histórica em Sagaing reduzida a escombros após os terremotos que atingiram Mianmar em 2025

Sem sinal telefônico na região, o pastor e os anciãos viajaram por florestas e rios até encontrar comunicação. As tentativas de contato falharam até que, mais de um dia depois, ele finalmente conseguiu falar com a família e soube que sua igreja estava prestes a desabar, mas que todos estavam vivos.

“Um grande peso foi tirado do meu coração”, relembra o pastor.

Continuando a missão, mesmo na dor

Apesar do choque emocional, o pastor voltou ao vilarejo e seguiu ensinando. O treinamento da Portas Abertas que preparava os cristãos para resistirem biblicamente à perseguição tornou-se ainda mais essencial diante do desastre.

Ele compartilha que, enquanto ensinava sobre “tempestades”, Deus o fortalecia internamente. O hino “Eu Decidi Seguir Jesus” ecoava em seu coração, lembrando-o da fidelidade de Cristo.


Igrejas preparadas para levar consolo e esperança

Mesmo à distância, o pastor orientou os líderes das igrejas a: identificar membros afetados; avaliar danos; fornecer alimentos e itens essenciais; apoiar cristãos novos na fé vivendo em extrema pobreza.

Os tremores continuaram por semanas, deixando muitos dormindo nas ruas, expostos ao frio e à chuva.

Resposta imediata da igreja

Enquanto hospitais lotavam e o trauma emocional aumentava, parceiros locais da Portas Abertas formaram uma equipe de Resposta Rápida, levando ajuda, alimentos, tendas, água, medicamentos e apoio emocional aos sobreviventes.
Restauração de parede de uma igreja afetadas pelos terremotos em Mandalay, Mianmar

Os treinamentos de cura de traumas ajudaram cristãos a superar o medo de entrar em prédios danificados, restaurando a confiança para voltar às igrejas.

Segundo o pastor Joshua, muitos só conseguiram voltar à igreja após esse cuidado bíblico.

Portas Abertas para o evangelho

Para o pastor Joshua, uma das maiores transformações ocorreu no coração das pessoas. Muitos sentiram-se abandonados pelos líderes de religiões tradicionais e ao receberem ajuda prática dos cristãos, passaram a reconhecer o amor genuíno de Cristo.

“Agora, seus corações e mentes estão sedentos para saber quem Deus é”, relata o pastor Joshua.

A igreja que cresce sob os escombros em Mianmar

A igreja do pastor Joshua também foi danificada, mas com apoio de parceiros locais, parte da estrutura foi restaurada. Hoje, o templo recebe tantas pessoas que é preciso fazer dois horários de cultos dominicais.

“Deus continua Sua obra em Mianmar”, diz o pastor com alegria.

Como você pode ajudar cristãos como o pastor Joshua?


A reconstrução espiritual e emocional em Mianmar continua, e sua ajuda faz diferença direta na vida de irmãos e irmãs que enfrentam perseguição, pobreza extrema e os efeitos devastadores do terremoto. Apoie cristãos perseguidos em Mianmar hoje mesmo oferecendo abrigo, alimento, esperança e o amor de Cristo a quem mais precisa.

Como orar pelas vítimas dos terremotos em Mianmar?

Ore pelos cristãos que precisam permanecer firmes na fé. Clame pelas pessoas que têm buscado o Senhor, para que encontrem Jesus. Interceda por cura emocional dos afetados pelo terremoto e pela situação política no país que vive um regime militar desde 2021.



terça-feira, 24 de março de 2026

Mãe proíbe filhas de estudarem o evangelho

 Depois da conversão, irmãs começaram um trabalho voluntário em sua comunidade

Fonte: Redação Portas Abertas Brasil

Adolescentes se converteram em acampamento na Península Arábica (foto representativa)


Helen, uma adolescente de 16 anos, participa de atividades com parceiros da Portas Abertas em um centro comunitário na Península Arábica há cinco anos. Todos os jovens que vão a esse centro comunitário têm contato com a palavra de Deus em algum momento. Conforme nossos parceiros locais se aproximam das famílias, eles encontram oportunidades de compartilhar o evangelho.

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No começo do ano, houve um acampamento de jovens, e Helen foi convidada a participar junto com seus irmãos. Os parceiros quiseram explicar ao pai, que é um bom amigo da equipe, sobre o objetivo do acampamento. O homem não quis ouvir as explicações, mas deixou claro que queria que seus filhos participassem.

“O acampamento começou e, no primeiro dia, entrei no quarto e encontrei Helen de joelhos, chorando ao pé da cruz. Foi algo maravilhoso de ver. Sua irmã veio e tentou fazê-la ficar de pé, mas o oposto aconteceu e ambas começaram a chorar e orar juntas”, diz uma parceira local.

Todos os seis irmãos presenciaram essa cena. Depois do acampamento, Helen e sua irmã começaram um trabalho voluntário no centro comunitário, ensinando o idioma árabe aos interessados. Entretanto, inesperadamente, a família se mudou para outra cidade e as irmãs não puderam mais frequentar o local.

“Nós continuamos a visitá-las e estamos tentando trazê-las para o centro, mas, percebendo a mudança em suas filhas, a mãe não permite mais que elas venham conosco e está forçando as duas a estudaram livros da religião da família. As jovens também precisam usar abayas (vestidos típicos islâmicos) e têm acesso muito limitado a nós”, conta a parceira de campo.


A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.

terça-feira, 3 de março de 2026

Quem diz que a Bíblia é machista...

 ...nunca a leu com atenção.  

Fonte: Universal 🎯 No Alvo

Porque Jesus nunca diminuiu uma mulher. Pelo contrário, num tempo em que muitas eram tratadas como invisíveis, Ele as enxergou por inteiro:

  • À samaritana, revelou verdades profundas

  • À mulher acusada de adultério, deu perdão — não condenação

  • À siro-fenícia, atendeu à fé que não desistiu

  • À que há 18 anos vivia enferma, disse: "Mulher, estás livre da tua enfermidade." (Lucas 13:12)

Nenhuma saiu igual depois de encontrá-Lo.

Pessoas, conquistas ou reconhecimento não entregam o valor que você tem buscado. Mas Ele sim.

Ele não rejeita você por causa do passado. Não ignora sua dor. Não minimiza suas lágrimas. Ele transforma.

🥀 Se você precisa de cura, acolhimento e recomeço, este encontro foi preparado para você:

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Duas crianças ficam feridas em ataque a escola dominical na Indonésia

 A polícia prendeu suspeitos de envolvimento no ataque, mas famílias seguem com medo

Fonte: Portas Abertas 

Famílias louvavam e participavam da escola bíblica quando o ataque começou (foto representativa)

Um grupo armado com pedaços de pau invadiu uma casa de oração e interrompeu uma aula de escola dominical na cidade de Padang, Indonésia. Os homens entraram gritando para que todos saíssem, mas, enquanto os cristãos ainda fugiam, o grupo começou a quebrar janelas, cadeiras e equipamentos, ferindo duas crianças, de oito e onze anos.

Além do prejuízo financeiro, o ataque também acabou com o fornecimento de eletricidade da casa. O pastor F. Datchi explica que a casa de oração não foi criada para funcionar como uma igreja, mas como um lugar de adoração e uma escola cristã para as crianças da comunidade.

Esse trabalho começou porque não havia professores de religião cristã nas escolas públicas. Sem o trabalho, os estudantes cristãos não podiam estudar a própria religião na escola. As atividades na escola bíblica dominical da casa de oração serviam para suprir essas necessidades.

No momento do ataque, cerca de 30 crianças e seus pais estavam participando da escola dominical. A invasão deixou as famílias, especialmente as crianças, chocadas e traumatizadas.

“Eu quase perdi meu marido. Ele quase foi esfaqueado, mas, graças à proteção de Deus, alguém interveio e parou o agressor”, conta Linda, esposa de Datchi. Agora, nossos parceiros locais estão procurando formas de ajudar os cristãos locais, incluindo as crianças afetadas.

A polícia agiu rapidamente, prendendo nove suspeitos de envolvimento no ataque. O delegado responsável disse que mais indivíduos podem ser identificados e presos conforme as investigações avançarem.


Baixe o e-book da Lista Mundial da Perseguição 2025, conheça mais sobre os países onde os cristãos precisam arriscar tudo para servir ao Senhor e ore por aqueles que mais precisam.


Pedidos de oração

* Ore pela cura física e emocional do pastor, das crianças e das famílias afetadas pelo ataque.
*  Peça por justiça nesse caso de violência contra os cristãos de Padang.
Clame por paz e proteção para as casas de oração e igrejas da Indonésia.