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sábado, 4 de junho de 2016

Ore pelas crianças vítimas de agressão


INTERNACIONAL

Já é difícil imaginar um adulto ser perseguido pelo simples fato de querer ser como Jesus e viver em amor, mas quando se trata de uma criança, é quase impossível descrever o sentimento
  
Atualmente, mais de 100 milhões de cristãos são perseguidos por causa de sua fé em Jesus, em mais de 60 nações. Sabe-se que mulheres e crianças, no entanto, são mais suscetíveis, principalmente em países onde prevalece a sharia (lei islâmica). Um novo relatório da pesquisadora norte-americana Lela Gilbert, do Instituto Hudson, nos EUA, descreve a violência contra os "mais vulneráveis" em terras muçulmanas como uma espécie de arma usada pelos grupos extremistas para extinguir os cristãos de suas terras. As pesquisas apontaram, no caso das mulheres, para as questões da violência doméstica, exclusão social, códigos de vestimenta opressivos, falta de proteção legal, entre outras coisas.

No caso das crianças, abordou casos de abuso, casamento infantil, trabalho forçado e a extrema violência contra elas. Já é difícil imaginar um adulto ser perseguido pelo simples fato de querer ser como Jesus e viver em amor, mas quando se trata de uma criança, é quase impossível descrever o sentimento. Relatórios da Portas Abertas alertam para um grande número de crianças órfãs, com alguma deficiência por conta das explosões, privadas de uma educação regular, discriminadas pela sociedade, enfim, violentadas em todos os sentidos e em todas as esferas da vida, tanto física como emocional e espiritualmente. Em cada país, no entanto, o tipo de desafio na perseguição tem suas peculiaridades.

José*, um menino cristão que vive na Colômbia, por exemplo, convive diariamente com a luta armada de guerrilheiros e paramilitares, na disputa pelo poder no país. Seus olhos já viram várias execuções de jovens e cenas chocantes demais para sua idade. Mikal* é um pequeno paquistanês obrigado a estudar o alcorão em tempo integral e ouve de seus professores que não se pode confiar em cristãos. Ele enfrenta bullying de seus colegas por causa de sua fé, na hora do lanche é chamado de infiel, vive isolado e nunca é convidado para festas e eventos, o que o faz ficar deprimido. Mas esses são apenas dois dos milhares de exemplos.

Hoje, 4 de junho, a ONU criou o "Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão", para que sejam lembradas e também para que haja uma reflexão sobre esse assunto. Lembrando que, somente a partir do século 19, as crianças passaram a ser percebidas como seres humanos autônomos, fator que contribuiu muito para o desenvolvimento da psicologia, pedagogia, pediatria e psicanálise, com o objetivo de atenuar as agressões e melhorar as condições de vida dos menores. Zelar pelas crianças não é tarefa exclusiva dos pais, mas de todos, desde a comunidade, parentes, profissionais de saúde, educadores até governantes. Que esse dia não seja o único em que vamos nos lembrar das crianças vítimas de agressão, mas que seja o primeiro em que vamos nos comprometer a orar por elas, para que suas vidas sejam mudadas e que Deus substitua suas lembranças difíceis pela esperança de um futuro melhor.


*Nomes alterados por motivos de segurança.

Fonte: https://www.portasabertas.org.br

Ex-bruxa explica como as tatuagens podem se relacionar com rituais de sangue

Enquanto uma linha teológica defende a prática, outra aponta que as marcas no corpo são antibíblicas. (Foto: Reprodução)
Enquanto uma linha teológica defende a prática, outra aponta que as marcas no corpo são antibíblicas.  (Foto: Reprodução)

Para esclarecer a questão, a norte-americana Beth Eckert, uma ex-bruxa marcada por inúmeras tatuagens, esclareceu que as semelhanças entre o processo de desenho e os rituais de sangue do ocultismo não podem ser ignoradas.

Fazer tatuagem ou não fazer: eis a questão de muitos cristãos. Enquanto uma linha teológica defende a prática, outra aponta que as marcas no corpo são antibíblicas.

Para esclarecer a questão, a norte-americana Beth Eckert, uma ex-bruxa marcada por inúmeras tatuagens, esclareceu que as semelhanças entre o processo de desenho e os rituais de sangue do ocultismo não podem ser ignoradas. 

"Um ritual de sangue é um ritual satânico que é feito como uma aliança ou pacto. Há pelo menos duas pessoas envolvidas neste tipo de ritual: a pessoa que está derramando seu próprio sangue, e a pessoa que está invocando um demônio", disse Beth em seu blog “The Other Side of Darkness” (“O Outro Lado da Escuridão”, em tradução livre).

"A pessoa que está derramando seu sangue é o destinatário nesta transação. Eles estão dando seu sangue a fim de receber algum tipo de benefício, como a vida, a prosperidade, a fama, fortuna ou poder. Os cortes se tornam uma porta aberta para a entrada de maus espíritos que você concedeu permissão”, explica Beth.

“Ao concordar e participar do derramamento do seu sangue, você dá ao diabo um direito sobre você. Muitas vezes, as pessoas que participam de um ritual de sangue, também dão mais direitos para as futuras gerações", acrescenta. 

Beth reconhece que um corpo tatuado não é, necessariamente, ligado a rituais de sangue. Até mesmo os cristãos que servem a Jesus cristo tatuam seus corpos para marcar sua fé.  Mas ela avalia que não se pode ignorar os paralelos entre as tatuagens e os rituais de sangue. 

"Você está sendo perfurado por uma agulha que pica a sua pele entre 50 e 3,000 vezes por minuto. Também estão derramando seu sangue, e você está fazendo a escolha de perfurar a pele e derramar seu sangue", disse Beth. 

A ex-bruxa indica que também é preciso levar em consideração as origens dos tatuadores. “Onde eles estão religiosa ou espiritualmente? Se eles forem de uma outra religião ou tenham crenças espirituais da nova era ou ocultismo, o que é que a tatuagem significa para eles?”, avalia.


“A pessoa que segura a máquina de tatuagem é a única que está derramando seu sangue. Essa é uma posição muito poderosa sobre você. Se eles estiverem orando por você ao deus ou deusa deles, isso afeta você. Será que realmente importa se a sua tatuagem é uma cruz ou um versículo da Bíblia, neste caso?", questiona.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CHARISMA NEWS

sexta-feira, 3 de junho de 2016

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor", dizem evangélicos em ato profético no DF


O 'Ato Profético em favor do Brasil' reuniu cerca de 300 líderes evangélicos e contou com a participação de 40 mil manifestantes, em frente à Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Na última quarta-feira (1), lideranças evangélicas de diversas partes do Brasil se uniram a cerca de 40 mil pessoas em uma manifestação pacífica, realizada em Brasília (DF).

O 'Ato Profético em favor do Brasil' foi amplamente divulgado pelo pastor Silas Malafaia (idealizador da iniciativa) durante meses e acabou reunindo cerca de 300 pastores, segundo a organização do evento. Entre os líderes estavam nomes, como o pastor Jabes de Alencar, Valnice Milhomens, Doriel de Oliveira, entre outros.

Caravanas de Recife, Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo, Acre, Tocantins, Goiás e cidades próximas comparaceram à frente da Esplanada dos Ministérios para levantar um clamor pela nação, embalados por canções de Nani Azevedo, Cassiane e outros cantores gospel.

"Nos reunimos esta tarde aqui, com alegria, na capital do nosso país, com o propósito de clamar pela nossa nação e fazer um ato profético, a liderança evangélica reunida neste momento em Brasília, fazendo um ato profético em favor da nossa nação", disse Jabes de Alencar.

"Eu quero lembrar que este não é um ato político. É um ato que começa com a letra 'P', mas não não é político, é profético. Nós estamos aqui para profetizar e declarar a bênção de Deus sobre a nossa nação. Estamos aqui para declarar que 'Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor", continuou o pastor tendo sua frase final completada pela multidão presente.

Ainda na abertura oficial do evento, todos os pastores e os manifestantes presentes entoaram juntos o hino nacional brasileiro.

Após uma sequência de músicas e orações feitas por diversos pastores, Silas Malafaia destacou que

"Temos aqui, pastores de diversas denominações. O ato é da liderança evangélica do Brasil para dizer que a corrupção não vai vencer aqui no Brasil. Estamos aqui para dizer que esse espírito de mentira, de cinismo, de enganar o povo vai ser desmascarado", declarou. "Essa cambada de bandido, de corrupto vai parar na cadeia".

Clique no vídeo abaixo para conferir o ato completo, que foi transmitido ao vivo:


FONTE: GUIAME


quinta-feira, 2 de junho de 2016

“Jesus seria proibido de falar nas universidades se estivesse vivo em 2016”, diz especialista

O professor Timothy Garton Ash é especialista de estudos europeus pela Universidade de Oxford. (Foto: Profimedia)
O professor Timothy Garton Ash é especialista de estudos europeus pela Universidade de Oxford. (Foto: Profimedia)

Segundo denúncia do professor Timothy Garton Ash, o governo britânico está incentivando universitários a se protegerem de "extremistas não-violentos", como Jesus Cristo e alguns pensadores.

“Jesus Cristo seria proibido falar nas universidades se ele estivesse vivo em 2016, juntamente com outros ‘extremistas não violentos’”, advertiu o professor Timothy Garton Ash nesta terça-feira (31) durante o evento Hay Festival, no País de Gales.

Garton, que é especialista de estudos europeus pela Universidade de Oxford, lamentou a fraqueza daGrã-Bretanha em garantir a liberdade de expressão, e insistiu que o público se levantasse contra a autocensura.

"Na nova legislação antiterrorista, os sociocratas do governo estão tentando impor sobre as universidades uma espécie de prevenção para evitar que os alunos comentem sobre os feitos de extremistas não-violentos no campus”, disse Ash, de acordo com o jornal britânico Daily Telegraph.
“Agora, extremistas não-violentos? Estes são Karl Marx, Rousseau, Charles Darwin, Hegel, e mais claramente Jesus Cristo, que definitivamente não foram extremistas não-violentos”, acrescentou o professor. "O Ministério do Interior não quer que eles sejam pregados nos campus. Esta é uma ameaça real”.

O discurso do professor Ash aconteceu uma semana depois de serem divulgados os dados de uma pesquisa do Instituto de Política do Ensino Superior. O estudo revelou que, para a maioria dos estudantes, formadores de opinião com pontos de vista ofensivos deveriam ser proibidos palestrar em universidades.

De acordo com um porta-voz do Ministério do Interior, garantir a liberdade de expressão e evitar a radicalização extremista dos alunos, são assuntos diferentes. "Proteger aqueles que são vulneráveis ​​e estão sob risco de radicalização é uma tarefa para todos nós. Este Governo continua trabalhando em parceria com as comunidades de todas as origens para desafiar aqueles que espalham o ódio e a intolerância."



FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE DAILY MAIL

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A coragem de um verdadeiro cristão


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SUDÃO

"Não deixe a perseguição surpreender você, antes disso seja corajoso e prepare-se; concentre-se na certeza de que Cristo nunca vai te abandonar"



Quem vê o líder cristão Michael Yat pela primeira vez, e dá de cara com seu sorriso aberto, seu olhar amoroso e seu bom humor, jamais imagina que ele enfrentou nove prisões sudanesas, com direito às piores condições, foi acusado de graves crimes contra o Estado, conforme as leis do país e já foi condenado à pena de morte, embora seu único crime tenha sido o mesmo que o de milhares de cristãos que vivem na mesma região: defender a fé cristã. Yat é filho de pastor e se converteu quando ainda tinha apenas 10 anos de idade. É casado com Maria Simon e juntos eles zelam pela evangelização na comunidade onde vivem.

"Na minha infância, aconteceu um episódio interessante. Um menino roubou a bicicleta do meu irmão, quando corri para pegar de volta, ele me bateu e eu fiquei muito chateado com a situação e com muita raiva também. Os dias se passaram e eu não conseguia comer e nem dormir direito e dentro de mim só havia um sentimento de necessidade de perdoar o garoto. Foi quando eu decidi por isso, perdoei e senti uma paz imensa dentro de mim. Foi exatamente nesse dia que aceitei a Cristo e desde então o princípio do perdão passou a desempenhar um papel importante na minha vida", conta o cristão.

Yat estudou teologia no Egito e passou a trabalhar com evangelismo, com título de mestre no Sudão, país que atualmente ocupa o 8º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa. Seu trabalho nunca foi fácil entre os muçulmanos, mas ele diz que o amor de Jesus supera tudo, mesmo em situações em que corre risco de vida. "Os cristãos no Sudão são muito unidos, eles oram uns pelos outros em todas as situações e superam as barreiras entre as denominações", diz ele. Quanto à perseguição, ele declara o seguinte: "Não deixe a perseguição surpreender você, antes disso seja corajoso e prepare-se. Concentre-se na certeza de que Cristo nunca vai te abandonar. A nossa família é muito grande e estamos espalhados pelo mundo, vamos nos unir em oração. Orem pelo Sudão, pois a igreja no Sudão ora por todos vocês. Sejamos fortes para cumprir o nosso ministério", conclui Yat.

Fonte: https://www.portasabertas.org.br


terça-feira, 31 de maio de 2016

Igrejas são pichadas em município do Ceará por vândalos ateus

Segundo o pastor, um BO já foi realizado e eles aguardam os procedimentos. (Foto: Tribuna do Ceará).
Segundo o pastor, um BO já foi realizado e eles aguardam os procedimentos. (Foto: Tribuna do Ceará).

Para uma maior segurança da comunidade, câmeras deverão ser instaladas com o objetivo de evitar novos acontecimentos. Além disso, o pastor informou que as pichações serão apagadas em breve.

Em Crateús, município do Ceará que fica a 354 quilômetros de Fortaleza, uma igreja evangélica e uma arquidiocese foram pichadas por vândalos ateus. Mensagens de conteúdo imoral e de intolerância religiosa foram escritas nas paredes das estruturas.

Em um intervalo de 24 horas, dois casos aconteceram. Um na igreja evangélica ministério internacional Vinho Novo e outro na paróquia Senhor do Bonfim. De acordo com um dos pastores que cuidam do templo, os responsáveis pelas pichações são membros de um grupo de vândalos e ateus denominado “Alasca”. O pastor preferiu não se identificar para prevenir futuros ataques do grupo.

As informações são do site Tribuna do Ceará que tentou entrar em contato com o grupo de vandalismo, mas não foi possível.

A arquidiocese de Crateús também foi pichada pelos vândalos. (Foto: Tribuna do Ceará).

Segundo o pastor, um BO já foi realizado e eles aguardam os procedimentos. “Nós fomos pegos de surpresa e compreendemos isso como um ato de vandalismo. Pessoas sem respeito com o patrimônio público e com os fiéis. Já fizemos um BO e estamos aguardando os procedimentos”, informou.

Para uma maior segurança da comunidade, câmeras deverão ser instaladas com o objetivo de evitar novos acontecimentos. Além disso, o pastor informou que as pichações serão apagadas em breve. “Nós já estamos providenciando a pintura das paredes. Até porque o que tem escrito é um conteúdo imoral que não pode ficar exposto”, ressaltou.

Outro caso semelhante aconteceu em fevereiro de 2015 em Viçosa do Ceará, na Serra da Ibiapaba, onde a igreja matriz foi alvo de vandalismo. Além de pixações, três imagens foram destruídas. O local é considerado um ponto turístico, construído entre o século XVII e XVIII.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO SITE TRIBUNA DO CEARÁ



segunda-feira, 30 de maio de 2016

Deus tem feito maravilhas entre os chineses



Pregadores de diferentes aldeias viajavam longas distâncias para ter a chance de copiar as Escrituras à mão, sem contar aqueles que tinham que memorizar vários versículos para ter o alimento espiritual do próximo culto

Recentemente, a Portas Abertas fez uma viagem ao centro da China, visitando diversos lugares, entre eles algumas aldeias nas áreas rurais e igrejas domésticas para ter algumas conversas com os líderes chineses. De acordo com os chineses urbanos, não existem grandes obstáculos para se obter uma Bíblia ou materiais cristãos para quem mora na cidade. Mas será que a situação nas áreas rurais é assim também? Depois de ouvir alguns relatos, pesquisadores descobriram que a história da Bíblia na China passou por dois grandes períodos. Nas décadas de 70 e 80, a Bíblia era considerada um tesouro inestimável, quando era rara e quase impossível ter um de seus exemplares. Pregadores de diferentes aldeias viajavam longas distâncias para ter a chance de copiar as Escrituras à mão, sem contar aqueles que tinham que memorizar vários versículos para ter o alimento espiritual do próximo culto.

O outro grande período começou nos anos 90, quando os chineses contavam com o transporte ilegal de Bíblias, normalmente vindo de grandes embarcações. "Muitos líderes ainda se lembram da experiência de viajar para uma cidade costeira do sul em busca de uma mala grande, cheia de Bíblias e então voltavam realizados para casa, planejando como fariam a distribuição. Era muito arriscado fazer isso naquela época, principalmente se o governo descobrisse", comenta um dos analistas de perseguição.

Depois do ano 2000, uma fonte mais fácil surgiu, quando três igrejas sancionadas pelo governo tiveram permissão de comprar Bíblias e outros materiais cristãos. Além disso, era um tempo de urbanização na China e viajar tornou-se muito fácil. Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, observou-se que até mesmo os cristãos rurais têm acesso à internet. "Observamos que quase todas as igrejas nas aldeias estão se beneficiando dos recursos on-line, principalmente os jovens. Nas cidades também há Wi-Fi gratuito e o outro recurso muito utilizado pelos chineses são os jogos bíblicos que eles podem baixar através do celular, além dos filmes cristãos. O que testemunhamos foi incrível e Deus tem feito maravilhas entre eles", conclui o analista.

Fonte: https://www.portasabertas.org.br


domingo, 29 de maio de 2016

O Estado Após a Morte — O que acontece com a alma do cristão depois de sua morte física?


Por Marcio S. da Rocha.


“Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” (Fil. 1.21-23)

A experiência da morte é uma realidade para todos. Os cristãos, mesmo depois de terem sido justificados pela graça de Deus, quando receberam o Senhor Jesus pela fé, e assim terem garantida a sua salvação, não são poupados da morte física, consequência do pecado original. Os filhos de Deus por adoção (os crentes) certamente passam pela morte, muito embora os que estiverem vivos quando o Senhor Jesus voltar  fisicamente a Terra não morrerão, mas serão transformados (1 Cor. 15.51-52). Apenas dois homens na história humana foram poupados da morte, tendo sido transformados em corpos glorificados e elevados (arrebatados) ao céu; e isto aconteceu antes mesmo da primeira vinda de Cristo. Esses foram Enoque (Gen. 5.24) e o profeta Elias (2 Rs. 2.11). Podemos entendê-los como exceções à regra, casos especiais.

Nós, os demais, assim como os filhos de Deus que já se foram desde o começo da história, inclusive os primeiros apóstolos e os mártires, iremos com certeza morrer e ressuscitar, “em carne e osso” no dia do retorno do nosso Senhor. Mas, o que acontece com nossa alma, depois da morte, no período entre a morte até a ressurreição?

Quando o cristão morre, sua alma fica num estado de sonolência ou vai direto para Deus e fica consciente?

A morte é a interrupção temporária da vida no corpo e a separação da alma do corpo. Quando o cristão morre, embora o corpo permaneça na terra e seja sepultado, no momento da morte, a alma (ou espírito) vai imediatamente para a presença de Deus, consciente e cheia de alegria. Quando o apóstolo Paulo pensava em sua morte, ele afirmou: “Preferindo deixar o corpo, e habitar com o Senhor” (2 Co 5.8). Deixar o corpo é estar com o Senhor Jesus. Ele também diz que o seu desejo é “partir e estar com Cristo” (Fp. 1.23). Jesus também disse ao ladrão que estava morrendo ao lado dele na cruz: “Hoje estarás comigo no paraíso[1]” (Lc 23.46). “Estarás comigo” indica que, desde aquele dia, aquele bandido que se arrependeu e reconheceu que Jesus é o Filho de Deus está com Jesus, consciente, gozando de sua presença. Outro texto bíblico que indica fortemente o estado de consciência depois da morte e antes da ressurreição é Apocalipse 6.9-11. Ali está uma referência clara a mártires que foram assassinados e que JÁ DESFRUTAM da bênção de estar na presença gloriosa de Deus, conscientes, antes da ressurreição de seus corpos.

A Bíblia não ensina a doutrina do “sono da alma”. O fato de que a alma dos cristãos vai imediatamente para a presença de Deus também significa que a doutrina do sono da alma é um erro. Essa doutrina ensina que quando os cristãos morrem, eles entram em um estado de existência inconsciente e que voltarão à consciência somente quando Cristo voltar e ressuscitá-los para a vida eterna. Essa doutrina tem sido ensinada eventualmente por alguns na história da igreja, inclusive alguns anabatistas da época da Reforma e alguns seguidores de Edward Irving na Inglaterra no século XIX. Um dos primeiros escritos de João Calvino foi um folheto contra tal doutrina, a qual nunca teve ampla aceitação na igreja. Hoje em dia, os Adventistas do Sétimo Dia são praticamente os únicos a adotarem esta doutrina.  O certo é que quando Cristo ou Paulo dizia que um morto “dormia” (I Tess.) estava usando uma metáfora, uma figura de linguagem, referindo-se ao corpo morto, que irá ressuscitar e, portanto, quando morto, fica por algum tempo como se estivesse dormindo.

A Bíblia também não ensina a existência de um purgatório. O fato de que a alma do cristão vai imediatamente para a presença de Deus nos leva indubitavelmente a concluir que não existe algo como o purgatório. Na doutrina católica romana, o purgatório é o lugar onde a alma do cristão é purificada do pecado até que esteja pronta para ser aceita no céu. De acordo com esse pensamento, os sofrimentos do purgatório são dados a Deus como substitutos do castigo pelos pecados que os cristãos mereciam ter recebido, e não receberam. Não consta em nenhum dos evangelhos bíblicos que Jesus tenha ensinado que no mundo espiritual há um lugar em que as almas dos cristãos ficam sendo punidas, para depois irem para a presença de Deus. Ao contrário, quando contou a estória conhecida como parábola do Rico e Lázaro (Lucas 16.19-31), Jesus afirma que ambos morreram e que Lázaro foi imediatamente para “O seio de Abraão” (símbolo da presença de Deus). Lázaro estava consciente, gozando da presença de Deus e não passou por nenhum “purgatório”. Não recebeu punição alguma depois de morrer e antes de ir para a presença de Deus. Não precisava mais de orações por parte dos vivos, porque já estava com Deus. Paulo, o apóstolo, em nenhuma de suas cartas constantes no Novo Testamento, ensina ou sequer menciona tal purgatório. Mesmo reconhecendo-se “o maior dos pecadores” (1 Tim. 1.15) sabia e escreveu, por inspiração divina que, logo ao partir desta vida, estaria com Cristo (Fil. 1.23); não passaria por nenhum “purgatório”.

Este ensino do purgatório entra em contradição com o ensinamento de Jesus na parábola do Rico e Lázaro e com a certeza de Paulo de que partir é “Estar com Cristo”. Aliás, a doutrina do purgatório não é ensinada em nenhum livro bíblico. Ela encontra algum fundamento no livro de II Macabeus (12.44-45), que ensina que se deve orar pelos mortos. E os dois livros de Macabeus, que constam no Antigo Testamento católico, fazem parte dos livros que Jerônimo (o tradutor da Vulgata Latina — a versão da Bíblia em Latim aprovada pela Igreja Católica-Romana) chamava de apócrifos, e que constavam em algumas coleções de livros do Antigo Testamento traduzidos do hebraico para o grego, mas não constam na Bíblia Judaica (o Antigo Testamento original) em hebraico. Os judeus nunca reconheceram este livro como Escritura (escrito inspirado por Deus). Os chamados “pais da igreja” (líderes da igreja dos séculos II ao IV) se dividiam quanto à inspiração divina dos livros que contavam na versão grega do Antigo Testamento e não constavam no Antigo Testamento original (hebraico). Os dois maiores eruditos em Bíblia dentre os “pais da igreja” — Jerônimo e Orígenes — eram claramente contrários ao “acréscimo grego” do Antigo Testamento. O bispo católico mais influente no Concílio de Niceia — Atanásio — relacionou os livros canônicos do Antigo Testamento (em 367) e não incluiu nenhum dos livros considerados apócrifos por Jerônimo e que constam hoje no Antigo Testamento católico. A polêmica aumentou quando Lutero (no século XVI) decidiu pelo cânon hebraico e fez uma tradução da Bíblia para a língua alemã que trazia os apócrifos do Antigo Testamento numa parte separada dos demais livros, e explicava que aqueles livros, embora tivessem valor histórico, não tinham autoridade de escritura sagrada. No entanto, tais livros foram incorporados ao Velho Testamento da Igreja Católica Romana no Concílio de Trento (1546), ocorrido alguns anos depois da Reforma Religiosa (1517), com o principal intuito de combatê-la. Já estudamos e sabemos porque esses livros chamados hoje de “apócrifos” pelos evangélicos e de “deuterocanônicos” pelos católicos não fazem parte da revelação de Deus e não podem servir para estabelecer nenhuma doutrina cristã (ver o post “O Canon Bíblico“).

Se não existe o “sono da alma”, para onde vai imediatamente a alma de um incrédulo, depois que morre?

A Bíblia nunca nos incentiva a pensar que haverá segunda chance de aceitar a Cristo depois da morte. Na verdade, o quadro é exatamente o oposto. A parábola do rico e de Lázaro nos ensina que o rico foi imediatamente para o Hades (Sheol em Hebraico), para o lugar de tormentos, e não dá esperanças de que seja possível passar de lá para o paraíso depois da morte, apesar de ter o rico clamado no Hades: “Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama”. Abraão, entretanto, respondeu: “Há um grande abismo entre nós e vós, de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu, ou do seu lado para o nosso, não conseguem.” (Lc. 16.26b NVI). Lamentavelmente, a alma dos descrentes vai imediatamente para o lugar de tormentos e lá aguardará até o juízo final, quando será lançada no fogo eterno (inferno). Não há segunda chance. A chance de receber o Senhor Jesus é aqui na terra. E você, já recebeu Jesus como seu único Senhor e Salvador?
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Questões para reflexão e aprofundamento
  1. Uma vez que sabemos que a alma não fica em uma espécie de “sono”, mas que iremos (os que já recebemos o Senhor Jesus) imediatamente para junto dele no céu, qual deve ser a nossa atitude para com a nossa própria morte?
  2. Se o cristão sabe que a alma do crente vai imediatamente gozar da presença do Senhor espiritualmente, depois de sua morte, por que se entristece quando um crente morre?
  3. De acordo com o ensinamento da parábola do rico e de Lázaro (Lucas 16.19-31), bem como o de Hebreus 9.27 e  Filipenses 1.22-23, existe uma segunda chance para uma pessoa ser salva depois da morte?
  4. Se uma pessoa pudesse pagar pelos seus próprios pecados num “purgatório” ou mesmo por sofrer nesta vida, a morte de Jesus Cristo teria sido ineficaz, pois ele morreu para salvar a todo aquele que nele crê (João 3.16; 5.24). Você concorda com isto? Comente.

[1] O Paraíso ou “Seio de Abraão” (Lucas 16:19; 23.43) é um lugar intermediário de felicidade, onde as almas dos salvos aguardam conscientes (Lucas 16:26) até o dia da ressurreição, quando, então, os seus corpos ressuscitarão para reinar com o Senhor na Terra. A palavra Grega Hades no Novo Testamento tem conotação semelhante à palavra Hebraica Sheol usada no Antigo Testamento, e significam o mundo dos mortos — um estado intermediário, que possui dois lados; um, de tormentos, para onde vão os ímpios; o outro — o “Seio de Abraão”, ou o Paraíso, para onde vão os salvos, assim que morrem. Esses dois estados ou lugares (o Paraíso e o Lugar de Tormentos) são separados entre si por um abismo intransponível. Os filhos de Deus (crentes em Jesus Cristo), quando morrem, vão diretamente para o Paraíso “Estar com Cristo” (Filip. 1.23; 2 Cor. 5.8, Lc. 23.43). Os os não-salvos, assim que morrem, vão para o Lugar de Tormentos, para lá aguardarem o Grande Trono Branco(juízo final), que acontecerá depois do Reino de Mil Anos de Jesus na Terra (Milênio), quando, então, irão de lá para o inferno (lago de fogo), juntamente com Satanás e seus anjos (Apoc. 20.5; 20;11-15). Quando Cristo morreu, e enquanto não havia ressuscitado, Pedro afirma em Atos 2.27 que ele foi ao Hades — ao mundo dos mortos. O texto de Atos dá a entender que Hades ali significa morte ou sepultura, pois Pedro cita o Salmo 16: “Pois não deixarás a minha alma no Hades (ou Sheol), nem permitirás que o teu santo veja a corrupção.” O que Pedro afirma, em Atos, é que o corpo de Jesus não ficou morto, mas ressuscitou. Em Atos 2.27, portanto, Pedro não afirma que Jesus foi ao inferno. Ele simplesmente diz que o corpo de Jesus esteve na sepultura, morto. Já a passagem de 1 Pe. 3.18-20 é mais difícil de interpretar. O texto parece afirmar que Jesus, antes de ressuscitar, foi ao Lugar de Tormentos do Hades, e proclamou (gr. ekéruksen) aos “espíritos em prisão”. Não é possível hoje sabermos ao certo o que Pedro queria dizer na passagem. Pode significar que Jesus foi ao lugar de tormentos no Hades declarar a sua vitória às pessoas que haviam morrido durante o dilúvio, nos dias de Noé. O teor dessa proclamação de Cristo aos “espíritos em prisão” também não nos é claro, porém, considerando os ensinamentos do próprio Jesus, de Paulo, e dos demais apóstolos sobre a salvação, esta proclamação de Jesus não pode ter sido uma “segunda chance” de salvação, pois está escrito claramente que isto não existe (Hb. 27.9).

Fonte: http://www.doutrinasessenciais.com/