Google+ Followers

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Paz em meio à guerra


13-iraq-0260102118

IRAQUE

"De certa forma eles estão seguros, apesar de haver um processo rígido de islamização em todas as áreas"

A maior parte dos 120 mil cristãos que fugiram da planície de Nínive, quando o Estado Islâmico invadiu a região, no verão de 2014, desembarcou do lado curdo doIraque. "De certa forma eles estão seguros, apesar de haver um processo rígido de islamização em todas as áreas", comenta um dos analistas de perseguição. Ainda assim, os refugiados encontram um local de paz, onde não são perseguidos e exterminados e ainda recebem ajuda externa com o mínimo de conforto, até que possam regressar às suas cidades de origem.

O Iraque é divido em duas partes: a região curda semiautônoma e o restante (maioria) árabe. Curdos e árabes têm suas próprias culturas, idiomas, religiões e crenças. Os árabes predominam como o maior grupo étnico do Oriente Médio, cerca de 350 milhões de pessoas, originado na península Arábica, de onde se espalharam, a partir do século 7, fazendo expandir o islamismo. Já os curdos estão em menor número, mas somam um total de 26 milhões de pessoas espalhadas por diversos países. Apenas 15% dos curdos moram no Iraque. E por que eles vivem sempre em conflito? Porque essa população que se originou na região do Curdistão não possui um Estado, na verdade, ela forma o maior grupo étnico sem Estado do mundo.

Além disso, a religião oficial dos curdos não era o islamismo, e sim o lazidismo, uma crença influenciada pela cultura judaica, com alguns elementos do zoroastrismo. Basicamente, os curdos eram adeptos ao ‘culto dos anjos’ e à reencarnação. Atualmente, a maioria é muçulmana, mas com muito menos restrições e ainda praticando um pouco do misticismo. É por isso que os cristãos não são tão perseguidos onde a maioria de curdos prevalece. Mas vale lembrar que o Iraque é o segundo país na Classificação da Perseguição Religiosa de 2016, onde os cristãos sofrem com a perseguição extrema e mesmo estando em campos de refugiados, correm o risco de serem atacados pelos grupos radicais islâmicos. Lembre-se deles em suas orações. Fonte: www.portasabertas.org.br