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quarta-feira, 2 de março de 2016

O Paquistão necessita de suas orações


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O assassino do ex-governador que tentou revogar as leis de blasfêmia foi executado pelo governo do Paquistão. Agora os extremistas islâmicos protestam pelas ruas

Mumtaz Qadri, o assassino do ex-governador de Punjab, no Paquistão, foi enforcado nesta segunda-feira, em uma prisão de Rawalpindi, de acordo com informações das autoridades paquistanesas. Ele confessou ter matado Salman Tasir em 2011, quando ele pretendia revisar a lei de blasfêmia. Na ocasião, o governador itou que a lei de blasfêmia era uma "lei negra". A citação enfureceu o seu segurança pessoal, que o matou pelas costas disparando 28 tiros. Qadri foi considerado um mártir pelos muçulmanos por defender a honra do islã. As autoridades temem reações violentas por parte de seus seguidores.

O ex-governador defendia a revogação das leis e era contra o extremismo religioso, além disso, foi um dos maiores defensores de Asia Bibi, uma cristã condenada à morte por blasfêmia num caso que ganhou notoriedade internacional e que a Portas Abertas acompanhou de perto. No Paquistão, país que ocupa a 6ª posição na Classificação da Perseguição Religiosa em 2016, a lei de blasfêmia prevê pena de morte para pessoas condenadas por ofender o islã.

A execução de Qadri levou os extremistas de todo o país às ruas, desencadeando muitos protestos e manifestações. "O trânsito ficou caótico, muitos dos nossos colaboradores ficaram presos em motins, outros ficaram parados no trânsito, muitas pessoas não puderam sair de casa para o trabalho. Os cristãos que estão nas ruas temem por sua segurança", comenta um dos analistas de perseguição. Um jovem que não foi identificado por razões de segurança disse: "Se for para morrer que seja por Jesus e não por que as pessoas estão com raiva do governo por executar um criminoso muçulmano".

Outro jovem comentou: "Finalmente esse governo se levantou para a justiça". Os cristãos estão divididos entre o sentimento de um governo justo, enquanto outros lamentam por mais uma vida perdida. "A situação é tensa agora, não há muito que pensar, temos que nos proteger, o país está um verdadeiro caos e os extremistas islâmicos estão agitados. Pedimos a todos que orem por essa situação, para que Deus nos proteja", conclui o analista. Fonte: www.portasabertas.org.br