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domingo, 11 de dezembro de 2016

Gêmeas siamesas sobrevivem a cirurgia de separação e pais celebram: "Temos fé em Deus"


As pequenas Eva e Erika têm desafiado a medicina desde o útero, quando sua mãe se recusou a abortar as gêmeas siamesas. Esta cirurgia mais recente lhes dava apenas 30% de chance de sobrevivência.

Erika e Eva Sandoval nasceram compartilhando alguns órgãos. (Foto: KCRA.com)
Erika e Eva Sandoval nasceram compartilhando alguns órgãos. (Foto: KCRA.com)

"Elas querem a vida e vão lutar por isso". Uma mãe da Califórnia disse isso pouco antes de suas gêmeas siamesas de dois anos serem submetidas a um delicado processo cirúrgico de separação e reconstrução, que durou 17 horas e foi concluída na última quarta-feira (6).

Expressando sua forte fé em Deus, Aida Sandoval, de 46 anos, disse que o que acontecesse depois da operação, ela entenderia como sendo a vontade de Deus.

"Nós temos fé em Deus, e sabemos que se tiver que ser, será", disse ela ao jornal 'Daily Mail'.
Aida e seu marido Arturo, de 51 anos, viram o resultado de sua fé no poder de Deus quando os cirurgiões conseguiram separar suas filhas siamesas, As , após 17 horas de operação no Hospital Infantil 'Lucile Packard', de Stanford em Palo Alto, na Califórnia, segundo informou o jornal 'The Sacramento Bee'.

"Elas parecem incríveis", disse Aida ao ver suas filhas gêmeas, agora com dois corpos separados pela primeira vez. As duas meninas nasceram em agosto de 2014, que tinham seus corpos unidos, do esterno para baixo.

Aida disse que parece um sonho ver suas filhas em duas camas diferentes.

"É algo diferente, como: 'Onde está a sua outra metade? Vai demorar um pouco para nos acostumarmos0", disse ela.

Arturo disse que está se perguntando como suas filhas poderiam reagir ao acordarem e se verem separadas.

"O que elas vão fazer, como vão reagir?", ele perguntou.

Alegria de viver
Apesar do problema físico, as gêmeas cresceram como "garotas falantes e vivazes, que gostavam de dançar e pular", segundo descreveu o jornal 'The Sacramento Bee'.

O cirurgião-chefe, Dr. Gary Hartman disse que as gêmeas "reagiram muito bem" à cirurgia, depois que sua equipe de cerca de 50 médicos, enfermeiros e pessoal da sala de cirurgia realizaram o procedimento complexo, que começou às 8h da manhã de terça-feira e terminou por volta de 1h da manhã da última quarta-feira.

"Estou muito satisfeito! Isso é o melhor que poderíamos esperar", acrescentou o médico.
Antes de darem entrada na sala de cirurgia, Erika e Eva compartilhavam a mesma bexiga, o fígado e tinham três pernas ao todo. Agora, cada menina tem porções de sua bexiga, fígado e intestino delgado. Cada uma tem uma perna, considerando que a terceira perna foi retirada, segundo o casal Sandoval informou.

Os médicos do hospital tinham calculado que havia apenas 30% de chance de sobrevivência para uma ou ambas as gêmeas antes da operação.

O casal Sandoval e seus filhos mais velhos disseram ter feito uma oração cheia de lágrimas em torno das gêmeas pouco antes de serem levadas para a sala de cirurgia.

Antes de Aida dar à luz as meninas, ela e seu marido também foi aconselhado por alguns médicos abortar as crianças, quando foi descoberto que as irmãs nasceriam compartilhando alguns órgãos.

No entanto, o casal cristão rejeitou o conselho dos médicos, mesmo sabendo as dificuldades que lhes aguardavam, uma vez que as gêmeas nascessem. O casal já tinha três filhos, com o mais velho tendo 20 anos de idade.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY