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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Ninguém anda com os dois pés no chão.


Enquanto um toca o solo, o outro está no ar, dando equilíbrio ao corpo e "empurrando-nos" para o destino, seja ele o simples e abençoando viver diário.

Foi este pensamento que me veio a mente após socorrer um homem que caíra na esteira que nos conduzia `a área de vôos  de conexão, no Aeroporto de Asuncion, Paraguai. Faltou apenas um passo, e ele caiu.

Viver é assim, é a busca do equilíbrio entre a realidade (o pé que toca o solo) e o sonho, o alvo, o projeto ( o pé que esta no ar), claro que ambos ligados no mesmo corpo (vida).

Necessário é arriscar, procurando de forma comedida e calculada (quando possível), mas corajosa e inteligente, viver a vida, organizando as tarefas sem fazer uma agenda para vida toda. "Basta cada dia o seu mal".

Viver é  arriscar ser feliz a cada dia, é se permitir ao novo, e dar um passo a algo ainda não realizado, é enfrentar obstáculos, é conhecer pessoas, lugares, é aprender e ensinar, é perdoar,  é relevar, é amar. É olhar para frente!

É ouvir mais o coração e a consciência do que as opiniões alheias e a mídia, e desfrutar de tudo para alem das convenções humanas, que remete a uma certa ética social hipócrita, na qual se vive pelas aparências, como num teatro montando, onde cada um tem um certo papel a cumprir e desempenhar, talvez por isto sempre acabamos por viver uma comédia, quando não um drama ou tragédia.

Alias, não há pior tragédia do que viver uma vida que não é a nossa, não há maior drama do viver uma vida a fim de só agradar os outros; comédia e piada é viver acreditando no discurso dominante, repetindo seja aqui nas redes sociais ou nos relacionamentos pessoais, tudo aquilo que despejam em nossas mentes desprovidas de informações, mas não de discernimento. Seria a "síndrome do papagaio" dominando a nós todos.

Mas as vezes, dando um "passo para trás", reconhecendo os nossos erros, perdoando aos outros e a nós também, damos muitos passos adiante, nos livrando do peso da culpa e das amarras do passado. Afinal, dando passos para frente vivemos, sonhamos, realizamos, mas reconhecendo os nossos limites, erros, falhas, para melhorar e superar a nos mesmo, aliviamos a bagagem diária que levamos conosco.

Viva, mas não se esqueça do temor a Deus e do amor ao próximo.

Autor: Pr. Jesse Sobral