sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Advogada enfrenta preconceito para evangelizar crianças na China: "Nunca ouviram sobre Deus"

A jovem procura atuar com os grupos de crianças ensinando lições religiosas em inglês. (Foto: ASN).
A jovem procura atuar com os grupos de crianças ensinando lições religiosas em inglês. (Foto: ASN).

Yasmin sempre quis ensinar para crianças e decidiu se aventurar na China para ser professora de escolas locais. Ela afirma que existem algumas dificuldades.

A advogada Yasmin Abou Jaoude, de 25 anos decidiu se aventurar em uma missão diferente. Ela que é natural da cidade de Peruíbe, litoral de São Paulo e que sempre quis ser professora, foi para Shijiazhuang - cidade da China, capital da província de Hebei – para trabalhar na área de educação.

A jovem encontrou no país a oportunidade de realizar o seu sonho e conhecer uma nova cultura. Yasmin já mudou duas vezes de país e de cidade. “A oportunidade não surgiu, eu fui atrás. Sempre estive disposta a tentar uma experiência nova em outro país. Eu vi o anúncio da vaga na página do NUMCI (Núcleo de Missões e Crescimento de Igreja), entrei em contato direto com a escola e fui aprovada após participar do processo seletivo”, disse Yasmin.

“É importante ressaltar que o NUMCI não está vinculado ao projeto. Eu vim sem suporte de nenhuma organização, foi tudo por conta própria”, declarou.

A moça se mantém sozinha por meio de seu emprego e não precisou de reserva financeira para viajar. Os amigos também a apoiaram com doações, o que foi fundamental para ela se manter e se adaptar no primeiro mês.

Missão importante

A advogada ensina inglês para as crianças das escolas locais, com faixa etária entre 2 e 10 anos. “O maior desafio é ensinar o meu segundo idioma – o inglês – para alunos com um terceiro idioma, o chinês”, relata.

Para falar do amor de Deus, Yasmin procura realizar programações religiosas. Mas, a realidade que Yasmin enfrenta é bem diferente do Brasil, pois a Igreja Adventista não tem autorização para ser uma “organização” ou “instituição”.

“Os chineses têm a programação normal durante o sábado, mas os estrangeiros não podem participar. Por restrições legais, podemos nos encontrar apenas numa sala separada, em horários separados dos cultos dos chineses. Infelizmente, não posso ter muito contato com os chineses na igreja”, ressaltou.

Então, a jovem procura atuar com os grupos de crianças ensinando lições religiosas em inglês. Além disso, a nova professora desenvolveu técnicas didáticas e pedagógicas para eles conseguirem fixar os conteúdos. Entre as diversas formas lúdicas que a jovem encontrou para ensinar estão a mímica e o uso de objetos.

Maior dificuldade

Para ela, sair da zona de conforto é uma das maiores dificuldades de viver em um local tão distante. Yasmin ainda não tem uma comunidade ou eventos para frequentar. Ela também afirma que a barreira de não saber o idioma dificulta tarefas simples, como pegar ônibus ou fazer compras no supermercado.

“É assustador conhecer pessoas que nunca ouviram falar de Deus ou de Jesus. Pessoas que não têm referência nenhuma do que é o Cristianismo. As maiores conquistas têm sido o privilégio de viver a realidade chinesa e imergir na cultura, além de atuar em uma área nova e aprender com os alunos que o amor supera qualquer barreira”, finalizou Yasmin.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO SITE NOTÍCIAS ADVENTISTAS

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